Na segunda-feira (21), temporais intensos assolaram o Rio Grande do Sul, com rajadas de vento registradas acima de 100 km/h em pelo menos três municípios, incluindo São Jerônimo, onde o pico de 115,8 km/h – o maior valor medido no estado – deixou mais de 840 mil pontos sem energia elétrica, enquanto o falecimento do médico sanitarista Paulo Roberto Teixeira, figura central no avanço do tratamento do HIV no Brasil, completou um quadro de emergência múltipla.
Contexto Meteorológico e Registro de Extremos Climáticos
O s temporais que deflagraram na segunda-feira (21) revelaram-se entre os mais intensos registrados no Rio Grande do Sul na atual temporada, com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirmando a ocorrência de rajadas acima de 80 km/h em ao menos 20 municípios e ventos que ultrapassaram os 100 km/h em três localidades: São Jerônimo (115,8 km/h), Rio Grande (113,7 km/h) e Cerrito (104,1 km/h), conforme dados consolidados da Defesa Civil estadual e das concessionárias RGE e CEEE Equatorial.
A Defesa Civil manteve um alerta vermelho em vigor para Porto Alegre e a Região Metropolitana, bem como para municípios estratégicos da Serra Gaúcha e do Norte do estado, sinalizando risco iminente de eventos climáticos extremos, enquanto a Climatempo indicava que a instabilidade atmosférica – alimentada por um sistema de baixa pressão associado à passagem de uma frente fria – permaneceria como fator determinante para a ocorrência de acumulados pluviométricos elevados, com volumes possíveis entre 50 e 170 milímetros em áreas isoladas.
São Jerônimo registrou a maior rajada de vento do estado, de 115,8 km/h, superando todos os limites anteriores medidos no Rio Grande do Sul.
Repercussões Técnicas e Socioeconômicas da Emergência Climática
As concessionárias RGE e CEEE Equatorial mantiveram equipes de operação de emergência mobilizadas desde o início do temporal, tendo restabelecido energia parcial para mais de 30% dos consumidores afetados até as 9h25 do mesmo dia, embora 840 mil pontos ainda permanecessem sem fornecimento, segundo dados oficiais divulgados às 9h25.
O médico sanitarista Paulo Roberto Teixeira, reconhecido por revolucionar o tratamento do HIV no Brasil ao introduzir terapias antirretrovirais em larga escala nos anos 1990, faleceu na manhã da segunda-feira (21), acrescentando um novo elemento de comoção à sequência de emergências vivenciadas pelo estado.



