O ensaio clínico internacional CROWN avaliou 296 pessoas com idade média de 59 anos, sendo 59% mulheres e 41% homens. Entre os participantes, 95% tinham adenocarcinoma e não haviam recebido tratamento prévio. Segundo os autores da pesquisa, o resultado é inédito para esse tipo de câncer.
O estudo mostrou que, durante sete anos, 55% dos pacientes que sobreviveram não tiveram avanço da doença com o uso do Lorbrena. Os pacientes que passaram dos dois anos sem progressão tiveram 79% de chance de continuar sem progressão ao completar sete anos de uso. A pesquisa também comprovou que o câncer de pulmão não atingiu o cérebro, sem novos eventos cerebrais depois dos primeiros 30 meses de tratamento.
O medicamento é um comprimido de via oral tomado diariamente na dose de 100 mg. A Anvisa indica o remédio para o tratamento de câncer de pulmão de células não pequenas avançado, positivo para quinase do linfoma anaplásico (ALK+). O medicamento foi aprovado pela Anvisa em 2021 e está disponível para compra por cerca de R$ 40 mil reais uma caixa com 30 comprimidos.
A CNN Brasil entrou em contato com o Ministério da Saúde sobre a incorporação do medicamento no SUS, mas ainda não houve retorno. O espaço segue aberto. Segundo o INCA, o Brasil deve registrar 781 mil novos casos da doença por ano entre 2026 e 2028.



