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Economia

Itaú BBA financia R$ 205 milhões para projetos de pecuária sustentável em Mato Grosso

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 17:20
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Itaú BBA financia R$ 205 milhões para projetos de pecuária sustentável em Mato Grosso
Fatos Rápidos da Notícia
  • O Itaú BBA financiou R$ 205 milhões em três operações do Programa Eco Invest Brasil
  • Os recursos apoiam projetos na Campanelli e em outros dois produtores rurais em Mato Grosso
  • As ações focam na recuperação de pastagens, ILP e rastreabilidade individual nos biomas Amazônia e Cerrado
Resumo Editorial

O banco destinou recursos a três operações no Programa Eco Invest Brasil, contemplando produtores rurais de Mato Grosso com foco na recuperação de pastagens, integração lavoura-pecuária e rastreabilidade individual de bovinos nos biomas Amazônia e Cerrado.

O Itaú BBA estruturou e financiou três operações que somam R$ 205 milhões para projetos de pecuária sustentável no âmbito do segundo leilão do Programa Eco Invest Brasil, iniciativa do governo federal voltada à mobilização de recursos para a transição para uma economia de baixo carbono. Os investimentos contemplam recuperação de pastagens, integração lavoura-pecuária (ILP), intensificação da produção e implantação de sistemas de rastreabilidade individual de bovinos. As operações envolvem a empresa Campanelli e outros dois produtores rurais, com projetos localizados em Mato Grosso, nos biomas Amazônia e Cerrado.

Do total, R$ 70 milhões foram destinados à Campanelli para recuperação de pastagens, integração lavoura-pecuária, formação de lavouras e cobertura vegetal. Outros R$ 65 milhões financiam a intensificação sustentável da pecuária em uma propriedade no bioma Amazônia, com investimentos em pastagens, sementes, insumos e infraestrutura de manejo. Os R$ 70 milhões restantes apoiam um projeto no bioma Cerrado, também em Mato Grosso, que prevê recuperação de pastagens, mecanização, uso de composto orgânico, aquisição de animais e certificações.

Um dos objetivos dos projetos é elevar a produtividade por área, ampliando a capacidade de suporte das propriedades sem necessidade de expansão territorial. Na Campanelli, a expectativa é passar de duas para cinco unidades animais por hectare, com um rebanho de cerca de 2 mil cabeças por ano na fase de recria e ganho médio de sete arrobas por animal. Na operação localizada no bioma Amazônia, a meta é alcançar dez unidades animais por hectare; no projeto do Cerrado, o índice projetado é de 2,5 unidades animais por hectare.

As três iniciativas incluem a mensuração das emissões de gases de efeito estufa e a adoção de sistemas de rastreabilidade individual dos bovinos. As ferramentas permitem acompanhar informações como desempenho produtivo, ganho de peso, histórico sanitário e movimentação do rebanho. Segundo o Itaú BBA, a combinação entre recuperação de áreas de pastagem e práticas de manejo mais eficientes pode contribuir para aumentar a produtividade e avançar na transição para uma pecuária de baixo carbono.

Para o CEO da Campanelli, Victor Campanelli, além da implementação de práticas sustentáveis, o acompanhamento dos resultados ao longo do tempo é importante para aprimorar a produtividade, a eficiência e a gestão das propriedades rurais. A rastreabilidade individual também busca ampliar a transparência e a capacidade de monitoramento dos rebanhos.

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