Neste sábado (10), a artista indígena Posada encerra a edição de Círio de Nazaré do Baile Felina ao apresentar, na Casa Apoena, em Belém, o álbum de estreia 'Flecha Envenenada', trabalho que reúne oito faixas com referências carimbó, côco, cumbia, reggae, dancehall, hip hop e música eletrônica.
Contexto Histórico e Artístico da Apresentação
A artista, conhecida por sua trajetória marcada pela diáspora entre o Sul e o Norte do Brasil e influências culturais colombianas e paraenses, apresenta o projeto durante o Círio de Nazaré — celebração religiosa que congrega fé, diversidade cultural e manifestações populares na capital paraense — em um momento estratégico para a visibilidade de vozes femininas e indígenas na cena musical local.
Nas oito composições do álbum, Posada articula memórias de juventude vividas em Belém, como as festas de rua na Matinha e encontros musicais noturnos, ao lado de referências latino-americanas trazidas pelo pai, que ouvia bolero e salsa, criando um diálogo entre ancestralidade indígena e memória histórica.
O álbum 'Flecha Envenenada', lançado em março, reúne oito faixas com ritmos que transpassam desde o carimbó até a música eletrônica, simbolizando a proteção de memórias e territórios por meio da arte musical.
Repercussão e Perspectivas Futuras
A apresentação foi celebrada pelas organizadoras Nat/Esquema e Gabi Matos como avanço na representação de mulheres DJs no Pará, destacando o papel do Baile Felina em ampliar espaços para artistas femininas em contextos religiosos e comunitários.
Com o suporte da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) para a produção do clipe de 'Madrugada', a artista sinaliza rumo à consolidação de uma carreira que articula identidade indígena, influência latino-americana e inovação sonoramente contemporânea.



