A aeronave Legacy 650, prefixo PP-NLR, vinculada a episódios de deslocamento de alto escalão político e judicial em 2025, tornou-se objeto de investigação por sua trajetória compartilhada entre o ex-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes, evidenciando intersecções entre interesses privados e institucionais em um mesmo bem executivo.
O rigem Corporativa e Estrutura de Propriedade do Jato Executivo
A apuração da revista Piauí, com base em documentos financeiros e registros de voo, revelou que o Legacy 650 — fabricado pela Embraer e com capacidade para 13 passageiros e autonomia de 6.700 quilômetros — foi utilizado por Flávio Bolsonaro em 19 de janeiro de 2025, em trajetória que partiu de Fort Lauderdale (EUA) para Brasília, transportando ainda a primeira-dama Fernanda Bolsonaro, as duas filhas do casal e o empresário Willer Tomaz, amigo do senador sob investigação por fraudes no INSS; meses depois, em agosto de 2025, o mesmo jato foi empregado pelo ministro Alexandre de Moraes e sua esposa Viviane Barci para deslocamento a Santos Dumont, no Rio de Janeiro.
O s registros indicam que o avião possui três cotas de propriedade: uma detida pela Prime You, sociedade na qual o ex-banqueiro Daniel Vorcaro — sócio fundador do Banco Master — figura como acionista; outra cota é de Willer Tomaz, empresário e advogado; a terceira permanece sem identificação formal do proprietário, segundo apuração da revista Piauí e análise documental realizada por órgãos competentes.
O Legacy 650, com capacidade para 13 passageiros e autonomia de 6.700 km, foi utilizado simultaneamente por Flávio Bolsonaro e pelo ministro Alexandre de Moraes em voos distintos durante 2025.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
O escritório de Viviane Barci de Moraes informou que os voos foram contratados sob critérios operacionais e profissionais, sem vínculo comercial com a Prime You ou com Daniel Vorcaro, destacando que a Prime Aviation atuou apenas como prestadora de serviços em certas ocasiões, mantendo postura técnica e isenta de conflitos de interesse.
A Polícia Federal e o Ministério Público Federal seguem investigando eventuais irregularidades na aquisição e uso da aeronave, com foco na transparência das cotas societárias e na procedência dos pagamentos referentes à operação dos voos, enquanto a Justiça Eleitoral analisa possíveis violações do financiamento de campanha a partir da utilização de bens imóveis ou móveis de terceiros.



