Segundo estudos da FG-V de 2024,16 a 18% do consumo brasileiro está sujeito ao câmbio, evidenciando que a interação com o exterior deixou de ser esporádica para integrar o cotidiano econômico do país, especialmente em contextos de investimentos onde o home bias limita a alocação diversificada em ativos internacionais.
Contexto Institucional e Histórico da Diversificação Financeira
A análise da FG-V revela que o peso do câmbio no consumo doméstico reflete uma estrutura institucional consolidada, onde a exposição cambial se configura como elemento estrutural na formação do poder de compra brasileiro, diferentemente de economias com menor integração global.
A persistência do home bias no mercado de capitais brasileiro, apesar dos indicadores de rentabilidade do CDI – que registra taxa média composta de 10,25% nos últimos 20 anos e projeções de 12,5% em 2026 – evidencia um desequilíbrio entre a busca por segurança aparente e a necessidade real de proteção contra a volatilidade cambial.
Estudos da FG-V apontam que 1.¹⁷% do consumo brasileiro está diretamente exposto ao risco cambial, evidenciando vulnerabilidade estrutural ao variação do dólar.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Alocação
O Itaú Personnalité reforça que a diversificação internacional não deve ser vista como substitutiva aos investimentos nacionais, mas como componente essencial para equilibrar risco e oportunidade, conforme afirma Martin Iglesias, Especialista Líder em Recomendação do banco, que destaca que 'investir internacionalmente amplia possibilidades e protege o patrimônio'.
Especialistas apontam que alocar entre 16% e 18% do portfólio em ativos estrangeiros pode mitigar o impacto da variação cambial sobre o poder de compra, conforme sugerem estudos acadêmicos, enquanto o CDI continua a oferecer rentabilidade atrativa em um cenário de juros reais ainda favoráveis.



