Na sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal realizada em 15 de setembro, marcada por intenso clima de confrontação institucional, o ministro Flávio Dino requereu vista da decisão sobre a investigação de Alexandre de Moraes, exercendo seu direito constitucional ao prazo de 90 dias para devolver o caso ao plenário, enquanto o empate técnico de 4 a 3 na votação sobre a juntada dos processos relativos a Moraes e André Mendonça mantém a crise institucional aberta e gera incerteza quanto à continuidade da apuração.
Contexto Institucional e Procedimental da Crise no STF
A análise dos autos revelou que o embate entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, centralizado em questões processuais referentes ao Banco Master, se configurou como ponto de ruptura dentro do colegiado, com o presidente Edson Fachin e os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e André Mendonça defendendo a manutenção dos procedimentos em julgamentos separados, enquanto Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e o próprio Dino priorizavam a análise conjunta para evitar dilatação temporal e possível desgaste político.
Nos bastidores, interlocutores do tribunal indicam que a estratégia de arrefecimento do clima beligerante passa pela mediação da presidência da Corte e pela atuação coordenada dos ministros decanos, visando evitar nova exposição pública da Justiça frente à opinião pública, especialmente em ano eleitoral sensível.



