Em um contexto de profunda crise econômica e contração do crédito no setor varejista, as redes Lojas Marabraz e Casas Bahia protocolaram, respectivamente, pedidos de recuperação judicial em junho de 2024, envolvendo passivos de R$ 140 milhões e R$ 17,3 bilhões, com o objetivo de reestruturar suas operações diante de desafios estruturais e imediatos.
Contexto Institucional e Histórico da Recuperação Judicial
A Lojas Marabraz formalizou seu pedido na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo no sábado (25), buscando proteger seu patrimônio e viabilizar a continuidade dos negócios após meses de pressão financeira, enquanto a Casas Bahia seguiu o mesmo caminho na mesma unidade judicial, após divulgar prejuízo histórico de mais de R$ 10 bilhões no último trimestre e o encerramento de 298 pontos de venda.
O enquadramento legal adotado por ambas as empresas reflete uma estratégia comum de contenção de danos em um cenário marcado pela instabilidade macroeconômica, alta da Selic e desaceleração do consumo, que têm afetado profundamente o desempenho do varejo nacional nos últimos anos.
As dívidas somam R$ 17,44 bilhões entre Marabraz e Casas Bahia, evidenciando a magnitude da crise no varejo brasileiro.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos Institucionais
As autoridades judiciais já acataram os pedidos com a abertura formal dos processos, concedendo prazo para apresentação de planos de recuperação que devem contemplar reestruturação de débitos, ajustes operacionais e eventuais venda de ativos para quitação parcial das obrigações.
Enquanto Nasser Fares, diretor da Marabraz, declarou que a empresa permanece em operação com foco na preservação de empregos e relações comerciais, executivos da Casas Bahia reforçaram a necessidade de medidas corretivas para garantir a viabilidade futura sem prejuízo à força-tarefa produtiva.



