O Ministério Público do Paraguai conduziu operações que resultaram na apreensão de um iate de luxo da marca italiana Azimut Yachts, um jato particular Beechcraft King Air 300 e nove carros de luxo, avaliados em US$ 14 milhões. Os bens pertenciam ou foram atribuídos a Miguel Vázquez, ex-CEO do Grupo Vázquez e do Banco Ueno. Além dos veículos e aeronaves, documentos, computadores e aparelhos celulares foram recolhidos em escritórios do banco e endereços relacionados ao grupo.
As apurações investigam se a holding do banco orquestrou um esquema de operações financeiras com empresas que compartilhavam diretores, endereços e operadores, resultando em prejuízos financeiros. Segundo o Banco Central do Paraguai (BCP), a instituição concedeu empréstimos acima do limite legal a empresas do próprio grupo, comprometendo sua liquidez. Miguel Vázquez e outros sete membros do conselho de administração foram presos sob acusação de suposto abuso de confiança.
A crise se intensificou quando o Banco Central determinou o fim das operações do Ueno Bank no dia 3 de novembro, considerando-o insolvente. O impacto atingiu a cúpula da autoridade monetária, com a renúncia de Carlos Carvallo, ex-presidente do Banco Ueno. Paralelamente, o presidente Santiago Peña, que foi acionista da Ueno Holding até março de 2025, enfrentou um pedido de impeachment e decidiu renunciar ao cargo; agora cabe ao Congresso decidir se aceita ou não a renúncia.



