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Economia

Argentina registra maior retração mensal da economia desde pandemia, impactando Milei e Caputo

PorManuela de MouraVerificadoOrtografia IAPublicado Há 47 min
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Argentina registra maior retração mensal da economia desde pandemia, impactando Milei e Caputo
Fatos Rápidos da Notícia
  • A atividade econômica da Argentina registrou em julho de 2026 a maior queda mensal desde o início da pandemia de Covid-19, com recuo de 2,9% em relação a junho, segundo dados do Indec divulgados em 24/9
  • O indicador Emae acumulou crescimento de 1,7% nos primeiros sete meses de 2026, desacelerando em 0,5 ponto percentual em relação ao acumulado até junho e marcando a primeira retração anual desde fevereiro
  • A taxa de pobreza subiu para 32,3% da população no primeiro semestre de 2026, interrompendo três semestres consecutivos de queda, enquanto a extrema pobreza recuou de 18,1% para 7,5% em comparação com o primeiro semestre de 2024
Resumo Editorial

A retração mensal de 2,9% em julho, a maior desde a pandemia, pressiona o governo de Milei a acelerar o plano estrutural para conter a pobreza antes do prazo de dezembro de 2026.

A Argentina registrou, em julho de 2026, sua maior retração mensal na atividade econômica desde o início da pandemia de Covid-19, com queda de 2,9% em relação a junho, conforme os dados preliminares divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) em 24 de setembro.

Contexto Econômico e Apuração dos Indicadores

O s números oficiais revelam que o indicador Emae acumulou crescimento de 1,7% nos primeiros sete meses de 2026, desacelerando em 0,5 ponto percentual em relação ao período anterior e registrando a primeira retração anual desde fevereiro, enquanto o recuo mensal de julho reflete um enfraquecimento setorial generalizado que afeta as projeções de recuperação anunciadas pelo governo.

A análise detalhada indica que sete dos 15 setores econômicos registraram queda interanual, com a indústria de transformação sendo particularmente impactada pela restrição na disponibilidade de gás e os eventos climáticos extremos que interromperam obras de infraestrutura e mineração; o ministro da Economia, Luis Caputo, atribuiu a retração ao conjunto de choques transitórios, entre eles as chuvas acima da média histórica e a redução das horas trabalhadas durante a Copa do Mundo.

Ponto de Destaque

A Argentina registrou em julho de 2026 sua maior queda mensal na atividade econômica desde o início da pandemia, com recuo de 2,9% frente ao mês anterior.

Repercussão Institucional e Perspectivas Futuras

O presidente Javier Milei e o ministro Luis Caputo assumiram publicamente a responsabilidade política pelo cenário adverso, com Milei classificando o aumento da pobreza como 'horrível' e defendendo medidas estruturais para reverter a tendência.

Especialistas apontam que, apesar do retrocesso imediato, os indicadores anuais ainda mostram melhora em comparação com 2024, mas alertam para a necessidade de políticas consistentes para conter a volatilidade e garantir estabilidade macroeconômica.

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Atenção / Ponto Crítico
O governo tem até dezembro de 2026 para apresentar plano estrutural capaz de conter a alta da pobreza ou enfrentar ajustes fiscais mais rigorosos previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal

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