A Argentina registrou, em julho de 2026, sua maior retração mensal na atividade econômica desde o início da pandemia de Covid-19, com queda de 2,9% em relação a junho, conforme os dados preliminares divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) em 24 de setembro.
Contexto Econômico e Apuração dos Indicadores
O s números oficiais revelam que o indicador Emae acumulou crescimento de 1,7% nos primeiros sete meses de 2026, desacelerando em 0,5 ponto percentual em relação ao período anterior e registrando a primeira retração anual desde fevereiro, enquanto o recuo mensal de julho reflete um enfraquecimento setorial generalizado que afeta as projeções de recuperação anunciadas pelo governo.
A análise detalhada indica que sete dos 15 setores econômicos registraram queda interanual, com a indústria de transformação sendo particularmente impactada pela restrição na disponibilidade de gás e os eventos climáticos extremos que interromperam obras de infraestrutura e mineração; o ministro da Economia, Luis Caputo, atribuiu a retração ao conjunto de choques transitórios, entre eles as chuvas acima da média histórica e a redução das horas trabalhadas durante a Copa do Mundo.
A Argentina registrou em julho de 2026 sua maior queda mensal na atividade econômica desde o início da pandemia, com recuo de 2,9% frente ao mês anterior.
Repercussão Institucional e Perspectivas Futuras
O presidente Javier Milei e o ministro Luis Caputo assumiram publicamente a responsabilidade política pelo cenário adverso, com Milei classificando o aumento da pobreza como 'horrível' e defendendo medidas estruturais para reverter a tendência.
Especialistas apontam que, apesar do retrocesso imediato, os indicadores anuais ainda mostram melhora em comparação com 2024, mas alertam para a necessidade de políticas consistentes para conter a volatilidade e garantir estabilidade macroeconômica.
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