Após a Polícia Civil do Distrito Federal apreender duas bolsas contendo aproximadamente R$ 1,8 milhão em um apartamento de luxo na Asa Norte, no dia 14 de agosto, o nome do doleiro Fayed Antoine Traboulsi ressurgiu como foco central de investigações que desarticulam um complexo esquema de lavagem de dinheiro operado por estruturas ocultas dentro da elite econômica e política do Distrito Federal.
Contexto Institucional e O peracional da Apuração
A O peração Cedro de O uro, deflagrada em conjunto pela Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCOR/DECOR) da PCDF e pela Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (PRODEP), coordenou diligências que resultaram na apreensão de documentos, dispositivos eletrônicos e o montante em espécie mencionado, sob estrito sigilo judicial, conforme informado em comunicado oficial da corporação.
Investigações revelam que Fayed Traboulsi, naturalizado brasileiro apesar de origem libanesa, articulava uma rede de testa-de-ferro para dissimular a propriedade de empreendimentos noturnos como a boate Vegas, a casa de entretenimento Paradise e o clube P2W, estruturas que serviam como pontos de convergência entre atores políticos e financeiros, segundo laudos periciais e depoimentos colhidos durante a operação.
Mais de R$ 1,8 milhão em espécie foi localizado em bolsas durante operação que desarticulou esquema de lavagem de dinheiro na Asa Norte.
Repercussão Legal e Desdobramentos Futuramente
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios confirmou estar acompanhando os trabalhos investigatórios com rigor técnico-jurídico, ressaltando que eventuais indícios de crime contra a ordem econômica serão apurados com base na legislação anti-lavagem prevista no Código Penal e na Lei 9.613/98.
Especialistas apontam que a fuga do país do investigado após a apreensão configura possível obstáculo à cooperação judicial internacional, exigindo medidas complementares da Polícia Federal e do Ministério da Justiça para garantir o efetivo alcance das sanções cabíveis.



