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Gadi Eisenkot recebe mandato para formar governo em Israel e enfrenta obstáculos para montar coalizão

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Há 57 min
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Gadi Eisenkot recebe mandato para formar governo em Israel e enfrenta obstáculos para montar coalizão
Fatos Rápidos da Notícia
  • Herzog concede mandato a Eisenkot para formar governo no domingo (8)
  • Eisenkot obteve apoio de 67 membros do Knesset contra 46 de Netanyahu
  • Quatro partidos judaicos da oposição detêm 48 cadeiras para compor coalizão
Resumo Editorial

O presidente Isaac Herzog encarregou o ex-chefe militar Gadi Eisenkot de formar o próximo governo de Israel, após o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu perder a maioria parlamentar. Eisenkot tem até seis semanas para negociar com partidos da oposição, mas enfrenta resistência de aliados como Avigdor Liberman, que rejeita apoio de partidos árabes e propõe coalizão com ultraortodoxos, criando conflito sobre a isenção do serviço militar obrigatório.

O presidente Isaac Herzog concederá oficialmente a Gadi Eisenkot o mandato para formar um governo no domingo (8), após consultas com todos os partidos eleitos para o Knesset. Eisenkot, chefe militar da reserva e líder do partido de centro Yashar, obteve o apoio de 67 membros do novo Knesset, incluindo 19 parlamentares dos dois partidos árabes, enquanto Netanyahu recebeu apenas 46 recomendações. Uma fissura significativa no bloco do primeiro-ministro ficou evidente quando o partido Judaísmo Unido da Torá, aliado tradicional, recusou-se a recomendá-lo.

Eisenkot busca formar um “governo de emergência nacional” com os quatro partidos de oposição judaicos — Yashar, “Juntos”, Yisrael Beiteinu e Democratas —, que juntos detêm 48 cadeiras. Ele estabeleceu quatro condições para adesão: reconhecimento de Israel como Estado judaico, democrático, liberal e igualitário; compromisso com a Declaração de Independência; serviço universal — militar, nacional ou civil —; e reconhecimento do Hamas como organização terrorista. A última condição impede que partidos árabes integrem o gabinete, embora possam apoiar o governo de fora da coalizão como rede de segurança parlamentar.

O principal obstáculo é Avigdor Liberman, líder do Yisrael Beiteinu, que descartou qualquer governo dependente de partidos árabes. Liberman propôs formar coalizão de 61 parlamentares com as legendas ultraortodoxas Shas e Judaísmo da Torá Unida, sem a Lista Conjunta nem o Ra’am, sugerindo que três ou quatro parlamentares do Likud poderiam mudar de lado. Esse plano entra em conflito com o compromisso da oposição de acabar com a isenção irrestrita do serviço militar obrigatório concedida aos homens ultraortodoxos.

Netanyahu perdeu sua maioria parlamentar e contesta os resultados eleitorais, alegando que a votação foi “roubada” por partidos árabes por meio de suborno e financiamento estrangeiro. Em pronunciamento em vídeo no sábado (7), alertou que Israel “simplesmente não sobreviverá” caso um governo minoritário seja formado com apoio de partidos árabes, defendendo um governo de unidade nacional com todo seu bloco. Eisenkot descartou a mensagem como uma “manobra patética” e afirmou que o Likud é bem-vindo a romper a aliança com extremistas e integrar governo sob sua liderança.

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Tags:Israel
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