Na quarta-feira (7), a Polícia Civil da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) realizou o resgate de dois emus australianos que estavam sendo mantidos de forma irregular em uma residência no bairro de Campo Grande, zona oeste do Rio de Janeiro, após o animal fugir e ser avistado circulando entre veículos no trânsito urbano.
Investigação e Contexto da Manutenção Irregular de Animais Exóticos
As equipes da DPMA, em conjunto com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a Guarda Municipal e demais órgãos da Prefeitura do Rio, foram acionadas após denúncia e constatação de que os emus — macho e fêmea — encontravam-se em situação de risco à segurança pública e ao bem-estar animal, sem a devida documentação sanitária ou ambiental que comprovasse sua origem. A apreensão ocorreu após o animal ter escapado do local onde era mantido e sido visualizado transitando perigosamente entre carros na via pública, evidenciando a inadequação das condições de guarda.
O s animais foram adquiridos em um criadouro localizado em Maricá, na Região Metropolitana do Rio, com a finalidade de serem presentear uma criança, conforme apurado pelas investigações policiais. Contudo, não foram apresentados registros que atestassem a legalidade da aquisição, nem licenças que autorizassem o manejo desses espécimes em ambiente privado, configurando possível infração às normas ambientais e de proteção à fauna.
Dois emus australianos foram resgatados pela DPMA após escaparem de local inadequado em Campo Grande e ficarem à beira da rodovia com risco de atropelamentos.
Repercussão Técnica e Procedimentos de Acolhimento no Zoológico do Rio
Conforme informou Gerson Norberto, diretor técnico do BioParque do Rio (Zoológico do Rio), os emus foram encaminhados à unidade na noite do resgate e estão sob avaliação clínica inicial em área de quarentena, com exames laboratoriais iniciados na quinta-feira (8) para verificar estado de saúde, desparasitação e adequação nutricional. O manejo dos animais será realizado por equipe multidisciplinar composta por veterinários, biólogos e zootecnistas, seguindo protocolos específicos de bem-estar para espécies em cativeiro.
O processo de adaptação deve ser gradual, já que os emus foram criados em ambiente controlado e ainda não se sabe qual era sua rotina anterior ao resgate; no entanto, o BioParque dispõe de infraestrutura técnica adequada, incluindo abrigo seguro, piso adequado e dieta balanceada, com monitoramento contínuo para garantir sua integração ao novo ambiente.



