Em meio à internação do Hospital da Criança Santo Antônio, em Porto Alegre (RS), a neuropsicóloga Lidiana Klein registrou, por meio de vídeo obtido da janela de seu consultório, a cena de uma mãe e sua filha dançando em frente à unidade hospitalar ao som de "Andar com Fé", de Gilberto Gil; o registro, que ultrapassou 800 mil visualizações nas redes sociais, revelou o reencontro entre duas vidas marcadas pela superação e pela resistência.
Contexto Institucional e Histórico da Apuração
A investigação jornalística confirmou que o vídeo foi filmado por Lidiana Klein, profissional de saúde mental lotada no hospital, após ela perceber a movimentação fora de sua janela durante o plantão noturno; a publicação da gravação, intitulada "Bebê mineiro de três meses responde 'bom dia' para irmã e viraliza", gerou amplo debate sobre os limites entre vida privada e institucional, com a neuropsicóloga destacando que o episódio ocorreu em um momento de vulnerabilidade emocional para pacientes e familiares.
Antecedentes indicam que Lívia Borges, de 14 anos, enfrenta a síndrome de Guillain-Barré desde 2023, condição autoimune que paralisa temporariamente os movimentos, sendo submetida a tratamento intensivo no centro de saúde da criança, enquanto sua mãe utilizava a dança como estratégia terapêutica para manter a conexão afetiva e estimular a mobilidade progressiva.
O vídeo acumulou mais de 800 mil visualizações em menos de 72 horas, evidenciando o impacto coletivo de um gesto simbólico de superação diante da adversidade clínica.
Repercussão O ficial e Próximos Desdobramentos
A direction do Hospital da Criança Santo Antônio divulgou nota técnica afirmando que as equipes acompanham os casos individualmente e que o registro não compromete protocolos de privacidade, reiterando o compromisso com o cuidado humanizado mesmo em contextos não clínicos.
Especialistas em reabilitação pediátrica ressaltam que a dança, ao ser praticada com supervisão adequada, pode contribuir para a estimulação neurológica e emocional do paciente, sinalizando um possível marco para novas abordagens interdisciplinares no manejo da síndrome Guillain-Barré.



