Em uma operação coordenada pelo Ministério Público Federal e pela Receita Federal, deflagrada nesta sexta-feira (28 de agosto), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime O rganizado (Gaeco) do MPF, em conjunto com a Receita Federal, deslocou-se contra um conglomerado empresarial atuante no setor de apostas esportivas, que movimentou mais de R$ 5 bilhões em 2025, sob a batida da O peração Jogo de Sombras, visando apurar indícios de sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro inerentes à exploração de uma plataforma de apostas de quota fixa.
Contexto Institucional e Procedimentos Investigativos da O peração
As investigações conduzidas pelo Gaeco do MPF e pela Receita Federal revelaram a existência de operações financeiras suspeitas que se estenderam tanto antes quanto após a regulamentação formal do mercado de apostas no Brasil, indicando possível estrutura organizada para ocultar fluxos patrimoniais e fraudar tributos federais.
A apuração, ainda em andamento, busca identificar a extensão das irregularidades e mapear eventuais redes de apoio que viabilizaram a estruturação ilícita dos recursos provenientes das bets.
Mais de R$ 5 bilhões em faturamento movimentado pela plataforma investigada em 2025
Repercussões O ficiais e Desdobramentos Jurídicos
A Procuradoria-Geral da República e a Secretaria da Fazenda Nacional destacaram a gravidade das suspeitas apuradas, enfatizando que a operação visa não apenas responsabilizar os gestores, mas também coibir práticas que comprometem a arrecadação pública e a integridade do sistema financeiro nacional.
Especialistas em direito administrativo e compliance apontam que, se confirmados os indícios de crimes previstos nos artigos 171 (sonegação fiscal), 183 (evasião de divisas) e 185 (lavagem de dinheiro) do Código Penal, os envolvidos podem enfrentar sanções que incluem apreensão de bens, multas multenárias e prisão com efeitos retroativos.



