No domingo, 27 de maio, um dos principais líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) foi preso em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, em decorrência da O peração Fake Rice, que desmantela uma rede internacional de tráfico de drogas operante há mais de oito anos. A ação policial, coordenada pela FICCO/MG com apoio da Polícia Federal e demais corporações mineiras, resultou na apreensão de drogas, equipamentos de embalagem a vácuo, recursos financeiros, bens de luxo e veículos, além do sequestro de patrimônio avaliado em até R$ 120 milhões.
Contexto Estratégico e Desdobramentos da O peração Fake Rice
A investigação que culminou na prisão do suspeito teve início a partir de pelo menos nove grandes apreensões de maconha entre 2016 e 2024, totalizando cerca de 27 toneladas do entorpecente, além da localização de uma plantação com aproximadamente dois mil pés. A estrutura criminosa era responsável por importar cargamentos de maconha do Paraguai e da Colômbia por meio de rotas internacionais sofisticadas, com apoio logístico e operacional que incluiu armazenamento em centros especializados no interior de Minas Gerais e redes de distribuição disseminadas por todo o país.
As apurações revelaram que a organização utilizava empresas fachada e rotas comerciais simuladas para mascarar o tráfico, contando com apoio mútuo entre facções criminosas e agentes infiltrados em postos estratégicos. A prisão do líder no Triângulo Mineiro representa um marco no desmantelamento dessa rede, que movimentava recursos ilícitos em escala nacional e enfrentava resistência armada em regiões de fronteira.



