No âmbito do inquérito das fake news no Supremo Tribunal Federal, o ministro relator André Mendonça nega ter acessado o HD com dados extraídos do celular do empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e rejeita as alegações de que teria violado a imparcialidade ou interferido nas investigações.
Contexto Institucional e Procedimentos de Apuração
A defesa de André Mendonça, encaminhada ao presidente do STF Edson Fachin na noite de segunda-feira (21), rebate categoricamente as acusações apresentadas pelo ministro Alexandre de Moraes, que havia solicitado a investigação do relator com base em indícios de conduta irregular no inquérito das fake news.
O material em questão, um HD criptografado contendo dados do celular de Daniel Vorcaro, foi entregue ao gabinete do ministro por iniciativa do coordenador de Inquéritos da Polícia Federal e lacrado sob o número B0003311945, conforme ofício institucional que assegura sua integridade e rastreabilidade.
Segundo Mendonça, o dispositivo permanece intacto e jamais foi acessado, posição reforçada pelo Diretor-Geral da PF, Andrei Rodrigues, que confirmou a existência de registro técnico das movimentações e certificação digital que impede qualquer violação da cadeia de custódia.
O HD, lacrado sob o número B0003311945 e mantido sob custódia da Polícia Federal, permanece integralmente não acessado pelo ministro relator.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Processuais
A defesa de Mendonça reforça a legitimidade do processo ao destacar que a suposta 'usurpação da direção das investigações' carece de base fática, já que o acesso ao acervo bruto das extrações — premissa central das acusações — foi desmentida com laudo técnico e registro documental da entrega.
Com a demanda de investigação formalizada por Moraes após o levantamento do sigilo sobre mensagens privadas entre Vorcaro e o próprio ministro, o caso evolui para novo capítulo processual que pode culminar em decisão monocrática ou abertura de nova fase no inquérito das fake news.



