A movimentação de fertilizantes do Terminal de Granéis Sólidos de Exportação, operado pela Rocha Terminais Portuários no recinto alfandegado da faixa portuária de Paranaguá, deve apresentar queda de 21% em 2026. A redução é uma consequência direta da guerra no Oriente Médio, segundo a empresa.
Apesar da retração no segmento de fertilizantes, a empresa prevê desempenho positivo na operação de grãos, o que deve equilibrar a movimentação da área. Darlan de David, diretor-presidente da Rocha Terminais Portuários, afirmou em entrevista à CNN que a diversificação de cargas deu fôlego à operação diante da retração.
O Brasil deve encerrar 2026 com cerca de 40 milhões de toneladas de fertilizantes importados, ante aproximadamente 45 milhões no ano anterior. A alta dos preços internacionais, provocada pelos conflitos, levou produtores rurais a reduzir o uso do insumo.
O Porto de Paranaguá também perdeu participação nas importações brasileiras de fertilizantes. Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná, avaliou em entrevista ao Conexão Infra que o porto deve diminuir sua participação na movimentação neste ano de 25% para 21%.
Para Garcia, essa redução acompanha o cenário brasileiro decorrente da guerra e também o aumento do custo do frete, que tornou mais caro movimentar a carga pelo Porto de Paranaguá. A Rocha Terminais avalia que a diversificação das operações ajudou a empresa a atravessar o período.
Além de fertilizantes e grãos, a Rocha atua em segmentos como siderúrgico e industrializado. Para o executivo, ter diferentes tipos de carga reduz a exposição do negócio às oscilações de um único mercado.
A perspectiva para 2027 é de melhora na movimentação de fertilizantes, embora ainda abaixo dos níveis considerados normais pelo setor. Já no segmento de grãos, a empresa tem recebido consultas de clientes interessados em reservar capacidade nos terminais para o próximo ano.



