A diferença de preço entre ovos brancos e vermelhos atingiu, em outubro, o menor patamar real desde fevereiro de 2022 em Bastos (SP), um dos principais polos de produção do país e conhecido como “Capital do Ovo”. O movimento ocorre em meio ao enfraquecimento da demanda, que pressionou as cotações das duas variedades e reduziu o espaço entre os valores praticados no mercado, segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).
Na parcial de outubro, até o dia 28, os preços médios dos ovos brancos e vermelhos recuaram em relação a setembro na praça paulista. As duas categorias registraram as menores médias desde fevereiro de 2026 e, considerando apenas os meses de outubro, os valores mais baixos desde 2019, em termos reais, descontada a inflação pelo IGP-DI de setembro.
Agentes consultados pelo centro de pesquisas apontam que o mercado apresenta menor fluxo de vendas na ponta final e aguarda uma possível recuperação do consumo com a virada do mês. A aproximação das cotações não significa que os dois produtos tenham custos ou características de produção idênticos.
Historicamente, os ovos vermelhos costumam ser comercializados a preços superiores aos dos brancos, principalmente em razão das diferenças entre as linhagens de galinhas utilizadas na produção. Galinhas que produzem ovos vermelhos tendem a ser maiores e consumir mais ração do que as aves que põem ovos brancos, elevando o custo de alimentação por ave.
A coloração da casca é determinada pela linhagem ou raça da ave, e não pela alimentação. Galinhas de penas brancas, como as da linhagem Leghorn, produzem ovos de casca branca. Já aves de plumagem avermelhada ou castanha, como as Rhode Island Red e New Hampshire, costumam produzir ovos de casca avermelhada.



