A Polícia Civil do Distrito Federal indiciou o casal Luana da Silveira Fonseca e Wellington Ferreira da Cruz por infanticídio, após localizarem o corpo carbonizado do bebê no Recanto das Emas no dia 25 de setembro; a apuração revelou que a criança faleceu dentro da residência, onde lençóis e roupas manchadas de sangue foram encontradas no banheiro, sob responsabilidade da Seção de Investigação de Crimes Violentos da 27ª Delegacia de Polícia.
Investigação Criminal e Desdobramentos da Apuração
A investigação conduzida pela Seção de Investigação de Crimes Violentos (SICVIO) da 27ª Delegacia de Polícia, em Recanto das Emas, confirmou que o infanticídio ocorreu dentro da residência do casal, após constatação de lençóis e vestimentas impregnadas de sangue no ambiente higiênico, sob análise técnica que descartou dinâmica acidental ou natural.
Conforme depoimento prestado por Luana da Silveira Fonseca, a criança nasceu durante tentativa de defecação, quando o recém-nascido, com a cabeça invertida, escorregou e se afogou na água do vaso sanitário, momento em que a mãe percebeu a morte e, posteriormente, descartou o corpo em pilha de lixo, com apreensão do celular do parceiro e vestimentas sujas de sangue.
O infanticídio foi consumado após descarte deliberado do bebê carbonizado na pilha de lixo
Repercussão Institucional e Desafios Jurídicos
A PCDF formalizou a denúncia com base em laudo pericial que atesta a violência qualificada contra menor vulnerável, enquanto o Ministério Público distrital aguarda parecer para eventual oferecimento de denúncia formal perante o Juízo.
Representantes da Secretaria de Segurança Pública destacaram a gravidade do caso como violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), reforçando compromisso com apuração rigorosa e proteção integral à infância.



