O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), definiu para a próxima quarta-feira (14/10) o início do primeiro turno de votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa reduzir a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, mantendo integralmente o salário, em clara alinhamento com a agenda eleitoral de reeleição do presidente Lula.
Contexto Institucional e Procedural da PEC 6×1
A iniciativa legislativa, que insere na Constituição o direito a dois dias de descanso remunerado sem redução salarial, encontra-se em fase avançada de tramitação no Senado, após duas rodadas de debates que contaram com participação de representantes do governo, da bancada oficialista e de setores econômicos interessados na flexibilização do modelo trabalhista.
A expectativa central gira em torno da necessidade de cumprimento do regimento interno, que exige cinco sessões plenárias intercaladas com espaçamento mínimo de cinco dias úteis entre um turno e outro de votação, além de duas sessões adicionais para deliberação final, conforme determina o artigo 66 da Constituição Federal.
A PEC que reduz a jornada semanal para 40 horas semanal manterá integralmente o salário dos trabalhadores, sendo considerada prioritária pela base eleitoral do presidente Lula.
Repercussão Política e Desafios Jurídicos na Tramitação da PEC
A bancada aliada ao senador Flávio Bolsonaro (PL) manifestou resistência à votação antecipada da proposta, priorizando a agenda eleitoral e defendendo que a decisão deve aguardar o segundo turno das eleições, em sinal de estratégia política para maximizar o impacto nas urnas.
O relator da PEC na Câmara dos Deputados, deputado Vicentinho Júnior (PV-MG), foi reeleito para a próxima legislatura com expressiva vitória, obtendo 40 mil votos a menos que em pleito anterior, reforçando seu papel como articulador do texto constitucional em instâncias federativas.



