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Saúde

Estudo mostra que apenas 20,5% de pacientes com câncer de pulmão na América Latina realizaram teste genômico abrangente

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 17:31
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Estudo mostra que apenas 20,5% de pacientes com câncer de pulmão na América Latina realizaram teste genômico abrangente
Fatos Rápidos da Notícia
  • Apenas 20,5% dos pacientes com câncer de pulmão avançado na América Latina realizaram sequenciamento de nova geração
  • Estudo ReaLuNGS analisou 1.125 pacientes em sete países latino-americanos, incluindo o Brasil
  • Avaliação molecular suficiente foi registrada em 85,3% dos casos com teste abrangente e 38,4% com testes convencionais
Resumo Editorial

Pesquisa internacional revela que a maioria dos pacientes com câncer de pulmão avançado na região não passou por sequenciamento de nova geração, limitando o acesso a informações moleculares que podem direcionar terapias personalizadas.

Um estudo internacional apresentado no Congresso Europeu de Oncologia Médica, em Madri, identificou que apenas 20,5% dos pacientes com câncer de pulmão avançado na América Latina realizaram o sequenciamento de nova geração antes do início do tratamento. Batizado de ReaLuNGS, a pesquisa analisou dados de 1.125 pacientes em sete países da região, incluindo o Brasil, e investigou o uso de testes moleculares na prática clínica.

O sequenciamento de nova geração permite investigar simultaneamente dezenas ou centenas de genes relacionados ao câncer, oferecendo uma visão mais ampla das características moleculares do tumor do que testes convencionais. Segundo o estudo, 85,3% dos pacientes submetidos ao teste tiveram uma avaliação molecular considerada suficiente, contra 38,4% daqueles avaliados por testes convencionais. Alterações genômicas potencialmente acionáveis foram identificadas em 40,3% dos pacientes com sequenciamento abrangente, comparado a 29,6% nos testes convencionais.

Rodrigo Dienstmann, diretor médico da OC Medicina de Precisão da Oncoclínicas, destaca que os resultados evidenciam a necessidade de aproximar o desenvolvimento tecnológico da realidade do atendimento oncológico. O acesso ao exame enfrenta desafios como a qualidade do material coletado na biópsia, a conservação das amostras, a infraestrutura dos laboratórios, a cobertura pelos sistemas de saúde e o tempo para liberação dos resultados.

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