Durante coletiva de imprensa realizada em São Paulo no dia 22 de agosto, o candidato Romeu Zema, do partido Novo, reiterou sua proposta de reforma previdenciária que prevê o aumento progressivo do tempo de contribuição em consonância com a expectativa de vida da população, buscando evitar novas discussões legislativas e assegurar o equilíbrio das contas públicas em um cenário de juros altos e inflação.
Contextualização Estratégica da Proposta e Fundamentação Técnica
A apresentação da nova proposta foi feita por Zema durante agenda política em São Paulo, onde destacou a necessidade de estabelecer um mecanismo automático que ajuste o tempo de contribuição com o aumento da expectativa de vida, evitando debates frequentes no Congresso sobre a Previdência. A iniciativa visa preservar direitos adquiridos dos segurados atuais, concentrando seus efeitos sobre jovens ingressantes no mercado de trabalho, para os quais o período de contribuição pode ser ampliado conforme a longevidade crescente da população.
O argumento central do candidato parte da constatação de que a expectativa de vida no Brasil evoluiu significativamente em comparação com gerações anteriores, como os avós e bisavós, tornando insustentável o modelo previdenciário vigente sem ajustes estruturais que reflitam a realidade demográfica contemporânea.
A proposta prevê que o tempo de contribuição aumente proporcionalmente à expectativa de vida da população, visando evitar debates legislativos contínuos sobre a Previdência.
Repercussão Institucional e Perspectivas Futuras
O plano de Zema inclui a ampliação de auditorias ao INSS e a modernização dos sistemas públicos para combater fraudes, além do estímulo à formalização dos trabalhadores como estratégia para ampliar a arrecadação previdenciária, medidas que buscam aumentar a confiabilidade do sistema e reduzir perdas orçamentárias.
O candidato ainda vinculou a reforma à necessidade de equilibrar as contas públicas, argumentando que o déficit previdenciário agrava os juros elevados e a inflação, impactando negativamente o padrão de vida dos brasileiros e limitando o espaço fiscal para políticas econômicas estruturantes.



