A pesquisa Real Time Big Data, registrada sob o número BR-02952/2026 e divulgada nesta terça-feira (20/10), aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 52% dos votos válidos no segundo turno da disputa presidencial contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), indicando um confronto técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Metodologia e Contexto da Pesquisa Eleitoral
O levantamento, realizado entre 15 e 19 de outubro com amostra de 2.000 eleitores em todo o território nacional, demonstra que, na modalidade estimulada — quando os candidatos são nominados aos entrevistados —, Flávio Bolsonaro registra 48% das intenções de voto frente aos 45% de Lula, diferença de três pontos que permanece dentro da margem de erro estatístico; na perspectiva espontânea, sem a lista de opções, os números se ajustam a 47% para o senador e 44% para o petista, com 5% destinando-se a votos em branco ou nulo e 4% sem decisão definida.
Em comparação com os dados coletados na primeira semana de outubro, Flávio avançou dois pontos percentuais nas intenções espontâneas (de 46% para 48%), enquanto Lula manteve estabilidade nos arredores dos 45%, reforçando a dinâmica competitiva do segundo turno marcado para domingo (25/10).
Flávio Bolsonaro lidera com 52% dos votos válidos no segundo turno da Presidência da República.
Repercussão Política e Estratégias de Campanha
O resultado reflete um notável movimento no eleitorado masculino, onde Flávio concentra 52% do apoio contra apenas 41% de Lula, enquanto entre as mulheres o petista aparece à frente com 49% em relação a 45% do senador, evidenciando a segmentação demográfica como fator decisivo nas estratégias de mobilização.
As disparidades por faixa de renda revelam que Lula detém forte apoio entre os setores mais vulneráveis economicamente — 54% dos entrevistados com renda até dois salários mínimos — enquanto Flávio lidera entre os de maior poder aquisitivo, com 61% contra 33%, indicando que as agendas econômicas e sociais dos candidatos continuam polarizando o país ao longo de linhas estruturais de renda.



