O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, recorreu da decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que o afastou da chefia da corporação, por meio de um advogado particular, numa iniciativa pessoal que contrasta com o recurso institucional interposto pela Advocacia-Geral da União ao presidente Edson Fachin.
Contexto Institucional e Procedimental da Crise na Chefia da Polícia Federal
A apuração revelou que Rodrigues contratou o advogado particular para registrar sua indignação pessoal com o que classificou como ilegalidades e arbitrariedades na decisão de Mendonça, que determinou seu afastamento junto ao diretor de Inteligência Leandro Almada.
O inquérito que analisa o envio de emendas parlamentares para empresas ligadas à produção do filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, serve de canal para a defesa particular, já que a Advocacia-Geral decidiu manter o recurso apresentado a Fachin apesar da recomendação inicial de não recorrer no âmbito criminal.
A defesa particular foi protocolada dentro do inquérito sobre o envio de emendas parlamentares para empresas ligadas à produção do filme Dark Horse.
Repercussão Jurídica e Estratégia Institucional
A Advocacia-Geral manteve o recurso interposto a Fachin, considerando que a iniciativa pessoal de Andrei não substitui a atuação institucional da AGU, apesar da surpresa de Jorge Messias ao tomar conhecimento da medida na manhã de quarta-feira.
Especialistas apontam que o desgaste entre a cúpula da PF e a AGU se agravou com pressões para que o ministro recorra em casos como as fraudes no INSS e no Banco Master, enquanto a instituição resistia à judicialização do embate político.



