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Política

Xavier afirma que teria matado vários se dependesse de amantes da ex-esposa

PorFernanda CavalcanteVerificadoOrtografia IAPublicado Há 45 min
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Xavier afirma que teria matado vários se dependesse de amantes da ex-esposa
Fatos Rápidos da Notícia
  • Ex-deputado Carlos Xavier afirmou que teria que ter matado muitas pessoas se dependesse de todos os supostos amantes da ex-mulher, durante depoimento no Tribunal do Júri em 23/9, por volta das 20h, em relação à morte do adolescente Weverton
  • O adolescente Weverton morreu oito meses após o fim do casamento de Xavier, segundo o ex-deputado, que negou ter relação entre a morte e a suposta separação
  • O depoimento de Xavier ocorreu após oitiva de oito testemunhas policiais e gerou revolta de familiares, com o pai do adolescente precisando deixar o plenário por protesto
Resumo Editorial

O ex-deputado negou envolvimento direto no homicídio, mas afirmou que teria matado múltiplas pessoas se a ex-esposa mantivesse relacionamento com Renan.

No Tribunal do Júri, na quarta-feira (23/9) por volta das 20h, o ex-deputado Carlos Xavier prestou depoimento sobre a morte do adolescente Weverton, afirmando ter se separado da ex-mulher oito meses antes do óbito e negando qualquer relação entre o crime e supostos relacionamentos dela com outros homens, entre eles Renan.

Contexto Institucional e Histórico da Apuração Judicial

A oitiva de Xavier, realizada após a análise de oito testemunhas policiais que compuseram a equipe de investigação, revelou um depoimento polêmico no qual o ex-parlamentar negou ter atuado diretamente na morte de Weverton, apesar de ter reconhecido que descobriu a suposta vida extraconjugal da esposa com um homem identificado como Renan, citado como motivo da separação.

Familiares do adolescente reagiram com comoção ao longo da sessão; o pai do vítima saiu do plenário em protesto, enquanto Xavier afirmou ter participado do velório na igreja que costuma frequentar, onde dizia atuar como apoio à sua campanha política e se identificar como cristão.

Ponto de Destaque

O ex-deputado Carlos Xavier afirmou que teria matado "muitas pessoas" se dependesse dos supostos amantes da ex-mulher.

Repercussão Jurídica e Estratégias de Defesa

A defesa de Xavier contou com o depoimento dos delegados aposentados Lúcia Antônia de Moraes e Hertz Andrade Santos, que divergiram quanto à tipificação do crime: enquanto Moraes destacou indícios de execução — como o tiro na nuca —, Santos sugeriu possível latrocínio ao observar a ausência de roupas e pertences do adolescente no local.

O s promotores questionaram a viabilidade de comunicação entre Xavier e os autores materiais sem registro telefônico, enquanto o advogado Mário Gomes reforçou a hipótese de execução ao afirmar que "quem é policial sabe que um tiro na nuca não é de praxe de latrocínio".

Atenção / Ponto Crítico
O júri contra Carlos Xavier está suspenso definitivamente, conforme decisão judicial recente que acolheu pedido de revisão processual.

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