Os eleitores dos Estados Unidos votam nesta terça-feira (3/11) para escolher os novos integrantes do Congresso, em um pleito que define todos os membros da Câmara e um terço do Senado. A votação ocorre em meio ao desgaste da administração republicana, marcado pela queda na aprovação presidencial, pelo prolongamento da guerra envolvendo EUA, Israel e Irã e pelo aumento do custo de vida. Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na véspera aponta que a aprovação de Trump permanece em 32%, enquanto 46% dos entrevistados preferem candidatos democratas para o Congresso, contra 38% que optam por republicanos. Entre os eleitores independentes, metade afirma que pretende votar contra o presidente.
Em discurso realizado no espelho d’água do Lincoln Memorial em Washington, Trump classificou a eleição como a mais importante de sua vida e pediu que os apoiadores tratem a votação como se ele próprio estivesse na disputa. O presidente atacou os democratas, afirmando que o partido indicou “a lista de candidatos mais extremista e perigosa da história americana”, e acusou os adversários de defender fronteiras abertas e aumento de impostos. Ao mesmo tempo, estrategistas republicanos demonstraram preocupação com o foco do presidente em projetos de reforma e construção de monumentos em Washington enquanto os americanos enfrentam dificuldades econômicas.
Caso os democratas obtenham o controle de ao menos uma das Casas, a oposição passará a comandar as comissões parlamentares e poderá convocar integrantes do governo, solicitar documentos e abrir investigações sobre a administração republicana. O governo também poderá enfrentar questionamentos sobre contratos, conflitos de interesse e medidas adotadas por meio de decretos presidenciais. No Senado, uma mudança de maioria permitiria à oposição dificultar a confirmação de indicações presidenciais para cargos de alto escalão, embaixadas e tribunais federais, incluindo eventuais vagas na Suprema Corte.



