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Nepal resgata dois operários vivos a 170m de profundidade após 9 dias de túneis colapsados

PorThays MartinsVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 07:17
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Nepal resgata dois operários vivos a 170m de profundidade após 9 dias de túneis colapsados
Fatos Rápidos da Notícia
  • Dois homens, Sanjay Shah e Kabir Maharjan, foram resgatados vivos após nove dias em um túnel de usina hidrelétrica, localizado a mais de 170 metros de profundidade na fronteira Nepal-Tibete
  • Pelo menos 1.290 pessoas morreram e 4.798 estão desaparecidas nas enchentes geradas pelos deslizamentos na região
  • As autoridades afirmam que ainda há pelo menos 557 trabalhadores desaparecidos nos túneis das hidrelétricas, com esforços contínuos de resgate
Resumo Editorial

Após nove dias de resgate em túnel colapsado, dois operários foram recuperados vivos a 170 metros de profundidade no Nepal.

Após nove dias de intensa operação de resgate em condições adversas, as autoridades nepalêsas confirmaram o resgate dos trabalhadores Sanjay Shah e Kabir Maharjan, a mais de 170 metros de profundidade em um túnel da usina hidrelétrica localizada na fronteira Nepal-Tibete, após o colapso de taludes que desencadeou enchentes catastróficas em escala inédita na região. O s dois homens foram localizados vivos após intensas buscas coordenadas pelo exército e serviços de emergência, com imagens divulgadas pelas forças armadas mostrando os sobreviventes cobertos de lama e debilitados, mas conscientes, após a longa permanência no ambiente subterrâneo. A operação, que mobilizou dezenas de equipes especializadas em salvamento técnico e remoção de escombros, reforça a complexidade dos desafios enfrentados nas áreas de difícil acesso e risco extremo onde operam as hidrelétricas da região himalaias.

Contexto Geográfico e O peracional da Catástrofe

A tragédia ocorreu na zona de fronteira entre Nepal e Tibete, onde deslizamentos de e alagamentos repentinos assolaram comunidades e áreas industriais em meados de maio, gerando um saldo confirmado de pelo menos 1.290 óbitos e 4.798 desaparecidos, segundo dados oficiais divulgados pela Agência Nepalese de Gestão de Desastres (ANDMA). O s túneis da usina hidrelétrica envolvida, que operava com mão de obra terceirizada em regime de emergência devido à sazonalidade das chuvas, localizam-se em terreno extremamente instável, com histórico de vulnerabilidades geológicas não suficientemente mitigadas pelas obras em andamento. As condições extremas dentro do túnel — com falta de ventilação, abastecimento limitado e risco iminente de colapso estrutural — agravaram a sobrevivência dos trabalhadores presos por nove dias sem contato direto com o exterior.

O resgate foi viabilizado após o uso de cães farejadores, câmeras termográficas e equipamentos de escavação leve, permitindo a localização dos dois homens ainda vivos no âmbito do túnel principal da usina, onde o acesso era restrito e o espaço confinado dificultava qualquer intervenção rápida. A operação contou com apoio logístico do Exército Nepalês e coordenação técnica da equipe de geologia da Universidade Tribhuvanath, que monitorou em tempo real os indicadores de estabilidade do solo ao redor do local do colapso.

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