Após nove dias de intensa operação de resgate em condições adversas, as autoridades nepalêsas confirmaram o resgate dos trabalhadores Sanjay Shah e Kabir Maharjan, a mais de 170 metros de profundidade em um túnel da usina hidrelétrica localizada na fronteira Nepal-Tibete, após o colapso de taludes que desencadeou enchentes catastróficas em escala inédita na região. O s dois homens foram localizados vivos após intensas buscas coordenadas pelo exército e serviços de emergência, com imagens divulgadas pelas forças armadas mostrando os sobreviventes cobertos de lama e debilitados, mas conscientes, após a longa permanência no ambiente subterrâneo. A operação, que mobilizou dezenas de equipes especializadas em salvamento técnico e remoção de escombros, reforça a complexidade dos desafios enfrentados nas áreas de difícil acesso e risco extremo onde operam as hidrelétricas da região himalaias.
Contexto Geográfico e O peracional da Catástrofe
A tragédia ocorreu na zona de fronteira entre Nepal e Tibete, onde deslizamentos de e alagamentos repentinos assolaram comunidades e áreas industriais em meados de maio, gerando um saldo confirmado de pelo menos 1.290 óbitos e 4.798 desaparecidos, segundo dados oficiais divulgados pela Agência Nepalese de Gestão de Desastres (ANDMA). O s túneis da usina hidrelétrica envolvida, que operava com mão de obra terceirizada em regime de emergência devido à sazonalidade das chuvas, localizam-se em terreno extremamente instável, com histórico de vulnerabilidades geológicas não suficientemente mitigadas pelas obras em andamento. As condições extremas dentro do túnel — com falta de ventilação, abastecimento limitado e risco iminente de colapso estrutural — agravaram a sobrevivência dos trabalhadores presos por nove dias sem contato direto com o exterior.
O resgate foi viabilizado após o uso de cães farejadores, câmeras termográficas e equipamentos de escavação leve, permitindo a localização dos dois homens ainda vivos no âmbito do túnel principal da usina, onde o acesso era restrito e o espaço confinado dificultava qualquer intervenção rápida. A operação contou com apoio logístico do Exército Nepalês e coordenação técnica da equipe de geologia da Universidade Tribhuvanath, que monitorou em tempo real os indicadores de estabilidade do solo ao redor do local do colapso.



