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Política

Bolsonaro confirma repasses de R$ 14 mil à Mega-Sena, nega auxílio a parentes

PorBruno RibeiroVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 18:36
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Bolsonaro confirma repasses de R$ 14 mil à Mega-Sena, nega auxílio a parentes
Fatos Rápidos da Notícia
  • Ex-presidente Jair Bolsonaro negou ter usado os R$ 17 milhões arrecadados via Pix de eleitores para repasses a familiares, afirmando que os pagamentos ocorreram entre janeiro e junho, antes do início da vaquinha do Pix em meados de junho
  • O Coaf identificou que Bolsonaro repassou R$ 56 mil a Michelle Bolsonaro, R$ 77 mil à síndica Leda Maria Marques Crivelatti, R$ 12 mil ao tenente Osmar Crivelatti e R$ 14 mil à lotérica Jonatan e Felix, totalizando valores verificáveis entre janeiro e junho
  • A CPI dos ataques de 8 de janeiro solicitou à Procuradoria-Geral da República que investigue supostas pedras preciosas recebidas por Bolsonaro em Teófilo Otoni (MG) em outubro de 2022, alegando uso para financiar os atos violentos
Resumo Editorial

Confira os principais fatos e desdobramentos apurados sobre este acontecimento.

São Paulo — O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou, nesta segunda-feira (7/8), ter utilizado os R$ 17 milhões arrecadados por meio de doações via Pix, destinadas a custear multas por descumprimento de normas sanitárias durante a pandemia, para repasses a familiares ou pessoas próximas, afirmando que os pagamentos ocorreram entre janeiro e junho, antes do início da campanha de arrecadação em meados de junho.

Apuração e Caracterização dos Repasses Financeiros

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou, com base em análises de movimentações bancárias, que entre janeiro e junho o ex-presidente movimentou valores totalizando R$ 17 milhões em operações via Pix, sendo R$ 56 mil destinado a Michelle Bolsonaro, R$ 77 mil à síndica Leda Maria Marques Crivelatti, R$ 12 mil ao tenente O smar Crivelatti e R$ 14 mil à lotérica Jonatan e Felix, conforme consta no relatório técnico da instituição.

Antecedentes indicam que os repasses ocorreram durante período anterior ao término da vaquinha do Pix, iniciada em junho, conforme Bolsonaro declarou em conversa com imprensa na sede da Prefeitura de São Paulo, onde esteve reunido com o prefeito Ricardo Nunes (MDB), enquanto a CPI dos ataques de 8 de janeiro já havia requisitado à Procuradoria-Geral da República a abertura de inquérito sobre suposto recebimento de pedras preciosas por parte do ex-presidente em Teófilo O toni (MG), em outubro de 2022.

Ponto de Destaque

O total de R$ 17 milhões arrecadados via Pix foi apurado pelo Coaf entre janeiro e junho, com repasses verificáveis a familiares e pessoas ligadas ao entorno do ex-presidente.

Repercussão Legal e Desdobramentos Institucionais

A Procuradoria-Geral da República recebeu requerimento formal da Comissão Parlamentar de Inquérito que apura os ataques de 8 de janeiro para investigar suposta utilização de bens supostamente recebidos por Bolsonaro em Teófilo O toni (MG) — pedras preciosas alegadamente usadas para financiar atos violentos — fato que pode configurar crime contra o ordenamento jurídico e a democracia.

Enquanto isso, o Coaf mantém sob análise os repasses identificados como possíveis violações ao regime especial de uso da doação via Pix para fins não previstos no programa original, com possibilidade de instauração de processo administrativo por lavagem ou uso indevido de recursos públicos indiretos.

Atenção / Ponto Crítico
A CPI dos ataques de 8 de janeiro solicitou à PGR que investigue possível uso de recursos para financiar atos violentos, com prazo para resposta previsto em até 30 dias.

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