O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) deve anunciar nesta sexta-feira (28) a desistência da pré-candidatura à Câmara dos Deputados, optando pela disputa pelo Senado Federal na chapa de Alexandre Kalil (PDT), com o objetivo de evitar impedimentos legais e ampliar a viabilidade eleitoral em Minas Gerais.
Contexto Institucional e Estratégia Eleitoral
A decisão estratégica do tucano se insere em um cenário de intensas negociações com aliados e lideranças do PDT, que buscam consolidar uma candidatura unitária para as eleições proporcionais, diante da pré-candidatura de Marília Campos (PT), que lidera as intenções eleitorais com 15%, segundo pesquisa Quaest de 25 de março.
Nos últimos dias, interlocutores próximos ao parlamentar mineiro avaliaram a viabilidade de repensar o plano original, considerando que a renúncia à candidatura à Câmara evitaria obstáculos jurídicos relacionados à acumulação de mandatos e facilitaria a subida para a chapa majoritária de Kalil.
A expectativa é que Aécio Neves, ao deixar a pré-candidatura à Câmara, possa conquistar até 20% dos votos dos eleitores de Cleitinho (REP) e Patrus Ananias (PT) em Minas Gerais.
Repercussão Política e Desafios Jurídicos
A mudança no plano de Aécio Neves gera impacto imediato nas articulações internas do PSDB e no ajuste de calendário de campanha de Kalil, que passa a contar com um nome de peso na legenda tucana para a legenda coligada.
Fontes do Tribunal Superior Eleitoral apontam que a renúncia formal à pré-candidatura até 30 de abril garantirá legitimidade plena para a candidatura ao Senado, evitando questionamentos sobre uso indevido de tempo de mídia e recursos públicos.



