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Ciência

Estudo revela como cães de Chernobyl desenvolveram adaptações genéticas para sobreviver à radiação

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 13:43
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Estudo revela como cães de Chernobyl desenvolveram adaptações genéticas para sobreviver à radiação
Fatos Rápidos da Notícia
  • Cães de Chernobyl sobreviveram e se reproduziram por mais de 35 gerações após o acidente nuclear de 1986
  • Estudo mapeou genoma completo e identificou 247 genes-candidatos sob seleção positiva na população da usina
  • Adaptações genéticas envolveram reparo de DNA, controle de tumores e resistência inflamatória
Resumo Editorial

Pesquisa publicada na revista Genes mostra que cães da Zona de Exclusão passaram por seleção natural acelerada, com mudanças no DNA ligadas a reparo genético, controle de tumores e resistência inflamatória, oferecendo pistas para a ciência humana.

O desastre na Usina Nuclear de Chernobyl, em 1986, espalhou radioisótopos e contaminantes tóxicos pela atmosfera, tornando a região um dos ambientes mais inóspitos do planeta. Mesmo assim, cães continuaram a viver e se reproduzir ali por mais de 35 gerações.

Um estudo publicado na revista científica Genes mapeou o genoma completo desses animais e concluiu que as diferenças genéticas não resultaram do acaso ou do isolamento geográfico. As condições extremas atuaram como pressão evolutiva, favorecendo indivíduos com mutações protetoras.

Os pesquisadores compararam cães da usina nuclear com os da Cidade de Chernobyl e com cães das Ilhas Galápagos. Constataram que os animais da usina são geneticamente mais distintos de seus vizinhos próximos do que os cães das Galápagos são em relação aos da Europa continental.

A análise genômica identificou 1.138 regiões com alterações marcantes e 247 genes-candidatos sob seleção positiva. As mudanças se concentraram em três frentes biológicas: reparo de DNA danificado pela radiação ionizante, bloqueio da proliferação de células cancerígenas e contenção de inflamações crônicas causadas por metais pesados e toxinas.

Os cientistas apontam que os cães domésticos funcionam como sentinelas biológicas para a saúde humana. Compreender como esses animais reescreveram o genoma pode fornecer pistas para a oncologia comparada e para os limites da resiliência biológica humana diante de acidentes industriais, nucleares ou contaminações por toxinas.

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