No domingo (23/8), durante reunião do Conselho de Segurança em Barranquilla, o presidente colombiano Abelardo de la Espriella determinou o início imediato de operações coordenadas entre a Autoridade Migratória e a Polícia Nacional para identificar, deter e deportar imigrantes em situação irregular, com prioridade para estrangeiros envolvidos em atividades criminosas e, em sequência, para aqueles sem documentação regularizada.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A decisão foi tomada em reunião do Conselho de Segurança realizada no norte do país, onde o chefe de Estado orientou as autoridades a priorizar estrangeiros que cometeram delitos, seguidos por migrantes sem situação regularizada, conforme registrado em vídeo que circulou nas redes. A operação, que deve ser implementada com celeridade, reforça uma linha dura já anunciada por De la Espriella durante campanha eleitoral e que agora se consolida como eixo central da agenda governamental.
As implicações se destacam no contexto de uma Colômbia que acolheu cerca de 2,8 milhões de venezuelanos até junho, dos quais mais de 527 mil estavam em situação irregular, segundo dados oficiais da Autoridade Migratória, tornando o país um dos maiores receptores dessa diáspora em américa do sul.
Mais de 527 mil venezuelanos na Colômbia vivem em situação irregular até junho deste ano.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A medida foi rapidamente elogiada por Donald Trump, que enquadrou-a como parte de uma agenda migratória alinhada às políticas dos Estados Unidos, reforçando a cooperação entre os dois países em matérias de fronteira e segurança.
De la Espriella assumiu plena responsabilidade política e administrativa pela decisão, afirmando que não tolerará a imigração ilegal e que os colombianos terão prioridade absoluta em qualquer processo de deportação ou regularização.



