A Justiça Federal de Curitiba decidiu suspender o leilão de um apartamento de luxo localizado no Edifício Saint Barthelemy, na zona sul da capital paulista. O imóvel está ligado a Willian Barile Agati, conhecido como o "Concierge do PCC". A decisão ocorreu no último dia 27, após a defesa do empresário conseguir a aceitação de um pedido de reconsideração, argumentando que haveria possíveis prejuízos financeiros com a medida.
Willian Barile Agati foi indiciado pela Polícia Federal por gerenciar uma rede de tráfico internacional de drogas. Segundo a investigação da Operação Mafiusi, ele atuava como intermediário entre lideranças do Primeiro Comando da Capital e a máfia italiana ‘Ndrangheta para a venda de cocaína à Europa. O apelido "Concierge" teria sido dado porque ele atendia diversas demandas do crime organizado, como logística para narcotráfico, lavagem de dinheiro e fornecimento de aviões, veículos e artigos de luxo.
A PF identificou cerca de R$ 2 bilhões em movimentações financeiras feitas por Agati e suas empresas entre 2017 e 2024, suspeitando que os valores sejam provenientes do tráfico. A investigação aponta que ele utilizava empresas de fachada para lavar dinheiro e operacionalizava parte desse esquema pelo Porto de Paranaguá, no Paraná, utilizando exportações de produtos agrícolas para transportar droga para países europeus.
O advogado Eduardo Maurício, que defende Agati, nega qualquer envolvimento do cliente com o crime organizado. Ele afirma que Agati é um empresário idôneo e que nunca teve conexão com o PCC ou com a máfia italiana. O defensor também destacou que o juiz reconheceu dúvidas sobre a origem e integridade das mensagens extraídas do aplicativo Sky ECC, determinando a obtenção dos dados brutos do sistema.



