A Justiça marcou para o término de novembro de 2026 a audiência de instrução e julgamento do processo que apura a tentativa de homicídio qualificado contra o investigador da Polícia Civil, Rodrigo Fonseca, conhecido como "Carioca", cuja vida esteve em risco durante atentado ocorrido em 19 de março de 2026 no município de Alenquer, localizado no oeste do Estado do Pará.
Contexto Institucional e Antecedentes da Apuração
A perícia criminal oficial do Estado do Pará, conduzida pelo setor de Computação Forense, concluiu com a extração e análise detalhada dos dados digitais contidos nos celulares apreendidos dos investigados, revelando planos meticulosos para o atentado por meio de vídeos que registravam treinamentos com arma de fogo e transcrições de diálogos em aplicativos de mensagem, os quais evidenciavam a coordenação entre os envolvidos.
O caso emergiu após investigações rigorosas que identificaram cinco suspeitos — dois presos (Neto e Colado), um liberado e dois foragidos (Cristiano de Sousa Chaves, o "Gordo", e Paulo César de Jesus do Carmo, o "PC"), todos alvos de mandados de prisão preventiva abertos ou já cumpridos, configurando uma estrutura criminosa articulada que buscou eliminar o agente da lei em plena atuação.
O laudo pericial confirmou planos prévios comprovados por vídeos de treino com arma de fogo e registros digitais que detalham a organização do atentado.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Futuro
As autoridades policiais e o Ministério Público manifestam-se categoricamente contra qualquer tentativa de obstrução da justiça, reforçando que as provas digitais e periciais constituem elementos irrefutáveis para a responsabilização dos acusados, enquanto o advogado da defesa alegou, em comunicado, que as evidências são circunstanciais e que o processo deve observar o princípio da presunção de inocência.
Com a data marcada para novembro de 2026, o desfecho do caso pode estabelecer precedentes relevantes no combate ao crime organizado no interior do Pará, especialmente diante da participação de um policial civil como vítima, o que tende a intensificar o escrutínio institucional sobre os procedimentos investigatórios e a proteção de testemunhas.
<.



