A Justiça do Rio de Janeiro manteve a prisão preventiva da ex-vereadora Veronica Costa, do Partido Liberal (PL), após decisão da 1ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) proferida em audiência de custódia realizada neste sábado (26), enquanto Márcio Costa, seu ex-companheiro e suposta vítima de tortura, aguarda há anos o desfecho definitivo do caso que abalou o cenário do funk carioca.
Contexto Institucional e Histórico da Perseguição Judicial
A ex-vereadora Veronica Costa foi localizada e presa na noite de quinta-feira (24) pela Polícia Civil na região Serrana do Rio, durante operação coordenada pelo grupo especial da Polinter (Divisão de Capturas e Polícia Interestadual), que rastreava sua movimentação após o cumprimento da condenação judicial.
A profissionalização da apuração contou com laudos periciais, depoimentos contraditórios e acompanhamento rigoroso da tramitação processual sob segredo de justiça, consolidando a manutenção da prisão preventiva como medida cautelar inequívoca diante do risco de fuga e obstaculização das investigações.
Veronica Costa permanece sob custódia preventiva após condenação que prevê 10 anos e 8 meses de reclusão em regime fechado por tortura.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Defesa
A decisão do TJ-RJ reforça a seriedade com que o sistema judiciário trata os crimes de lesão corporal grave, especialmente quando evidenciam padrões sistemáticos de violência doméstica, conforme atestado pelo Ministério Público Estadual que conduziu a ação penal.
O advogado de Veronica Costa ainda não se manifestou publicamente sobre o mérito da manutenção da prisão, enquanto Márcio Costa declarou alívio em redes sociais sem expressar celebração formal.



