Os preços dos combustíveis nos Estados Unidos subiram fortemente na semana das eleições de meio de mandato. Segundo a Agência Americana de Energia, o diesel ficou 67,7% mais caro em relação ao ano anterior, enquanto a gasolina acumulou alta de 37,6%. O petróleo Brent registrou média em setembro 71% superior à de janeiro, período anterior ao início do conflito. A gasolina respondeu por mais da metade do aumento mensal da inflação em setembro, quando a taxa anual chegou a 3,7%, segundo o órgão oficial de estatísticas.
O custo da guerra também chega aos cofres públicos. O Pentágono estimou em 47,1 bilhões de dólares os gastos com o conflito até 16 de outubro, sendo que cerca de 62% desse valor se refere à reposição de munições. Esse número não inclui danos a bases americanas no Oriente Médio. A Casa Branca solicita recursos adicionais para defesa e precisará negociar o financiamento com o Congresso.
A Câmara dos Deputados, controlada pelos republicanos, aprovou uma resolução para restringir operações no Irã sem autorização legislativa, com apoio de dissidentes do partido. O Congresso poderá investigar decisões, examinar vendas de armas e condicionar verbas relacionadas ao conflito. Uma mudança de maioria na Câmara alteraria o comando das comissões, enquanto no Senado afetaria a análise de nomeações.
O primeiro teste orçamentário ocorre antes da posse dos novos eleitos. O financiamento provisório federal vence em 11 de dezembro, e o novo Congresso só assume em 3 de janeiro. Os atuais parlamentares terão que aprovar recursos ou prorrogar a decisão. Pesquisas indicam que 47% dos eleitores registrados consideravam o Irã extremamente importante para o voto e 42% diziam o mesmo da gasolina. Outro levantamento mostrou que 65% dos entrevistados desaprovavam a condução da guerra contra o Irã por Trump.



