No condado de Travis, no Texas, o processo eleitoral funciona de forma híbrida: o cidadão insere uma cédula em branco em uma máquina, realiza as escolhas em uma tela e, em seguida, recebe o voto impresso no papel para conferência antes de depositar o documento em um scanner que contabiliza a escolha e armazena a cédula para auditorias.
Além da capital Austin, outros condados da região, como Caldwell e Ellis, também adotam sistemas que combinam votação eletrônica e papel. A cédula do condado de Travis reúne 18 páginas de disputas e propostas, e cada eleitor vota apenas nos candidatos e questões referentes ao seu CEP.
Entre os cargos em disputa estão senador, deputados federais, governador, juízes, tesoureiro, vereadores e conselheiros escolares. As propostas locais variam desde a emissão de títulos de dívida para parques e bibliotecas em Austin até a autorização para venda de bebidas alcoólicas em Elgin.
Em Pflugerville, os eleitores decidem sobre remuneração mensal para prefeito e vereadores e regras para reconhecimento facial, vigilância e inteligência artificial. Já em Manor, há proposta para corrigir uma palavra na legislação municipal, trocando um termo associado a seguros por outro que significa garantir.
O comediante A. Armstrong, morador de Austin, afirmou à CNN Brasil que o processo exige estudo prévio: "Para ser sincero, isso exige muito estudo prévio. Então, você realmente precisa saber em quem vai votar e o que essa pessoa fez". Ele também classificou algumas propostas como "bobagens".



