Na manhã de 12 de outubro, o programa eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL) foi exibido sem áudio na televisão nacional, gerando questionamentos sobre a conduta da emissora e a legitimidade da comunicação política em período eleitoral, fato que o próprio candidato classificou como impossível de ocorrer por acaso.
Contextualização Institucional e Procedimentos da Apuração
A falha técnica, reportada por telespectadores durante o horário eleitoral, configurou-se como ausência total de sinal sonoro no conteúdo veiculado, enquanto a propaganda do adversário Lula (PT) manteve o áudio intacto, evidenciando irregularidade na transmissão oficial do pleito.
A campanha de Flávio Bolsonaro confirmou ao ter enviado o arquivo com áudio para divulgação, iniciando procedimento interno para apurar responsabilidade técnica da emissora, sob coordenado pela assessoria jurídica eleitoral, sem apresentar evidências concretas de intenção dolosa por parte da broadcaster.
O candidato afirmou que sua propaganda foi transmitida sem som pela primeira vez na história da campanha presidencial, destacando que o adversário Lula manteve o áudio ativo em horário semelhante.
Repercussão Política e Desdobramentos Imediatos
Flávio Bolsonaro reiterou que não cederá à suposta tentativa de silenciamento, declarando que a falha não foi intencional e anunciando visita ao presidente Jair Bolsonaro na terça-feira, após liberação judicial concedida pelo ministro Alexandre de Moraes.
A situação acirra os tensões entre os blocos políticos em ano eleitoral, com a campanha PL pressionando por investigação rigorosa da emissora responsável e reforçando estratégia de denúncia pública para legitimar posição perante eleitores indecisos.



