A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e as candidatas do PL ao Senado, Bia Kicis e Michelle Bolsonaro, divulgaram um adesivaço para um evento de campanha marcado para o domingo (13/9), evitando deliberadamente o uso do número '13', associado ao PT, ao escolherem o '12+1' em imagem promocional, durante atividade política realizada na região administrativa de Ceilândia neste sábado (12/9).
Contexto Institucional e Estratégia Política da Escolha Numérica
A apuração revelou que o adesivaço com o número '12+1' foi veiculado em material gráfico distribuído pelas três candidatas, em clara estratégia de distanciamento simbólico do PT, cujo número eleitoral é 13, durante carreata realizada em Ceilândia sob a coordenação de apoiadores que exibiram faixas com mensagens anti-PT, como 'Todo petista é jumento'.
O evento de sábado antecedeu o cronograma oficial de campanha, com a programação do adesivaço prevista para a Torre de TV a partir das 10h do domingo, enquanto Michelle Bolsonaro declarou publicamente a necessidade de cuidar do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar no Jardim Botânico, sob regime de monitoramento eletrônico.
No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro registra 21% de intenção de voto para o Senado Federal, segundo pesquisa Datafolha divulgada em setembro de 2024.
Repercussão Política e Desafios Jurídicos na Temporada Eleitoral
A decisão de utilizar o '12+1' gerou debate sobre simbolismo numérico na propaganda eleitoral, com especialistas apontando risco de violação ao princípio da neutralidade partidária, enquanto a Justiça Eleitoral mantém postura técnica sobre a liberdade de expressão dentro das regras do horário de campanha.
O posicionamento de Michelle Bolsonaro reforça a dinâmica familiar no PL e evidencia estratégia de mitigação de riscos legais ao associar sua candidatura à responsabilidade pessoal com Jair Bolsonaro, cujas ações podem impactar negativamente a percepção eleitoral caso haja descumprimento de medidas protetivas.



