No âmbito da pequena cidade de Afuá, no interior do Pará, o Ministério Público Federal instaurou inquérito para apurar a contratação irregular de artistas por meio da gestão municipal, envolvendo o prefeito Jambu, em atuação que repercutiu nos últimos dias no âmbito nacional das investigações sobre uso de recursos públicos em gestões locais.
Apuração do Ministério Público e Antecedentes da Gestão Municipal
A investigação conduzida pelo Ministério Público Federal (MPF) em Afuá revelou indícios de prática ilícita na contratação de artistas por meio de editais públicos, com suspeita de favorecimento político e desvio de verbas destinadas à cultura municipal, conforme laudo técnico preliminar divulgado em meados de abril e confirmado por fontes oficiais do órgão.
O caso se insere em um cenário mais amplo de fiscalização da aplicação de recursos federais a prefeituras com orçamento limitado, onde a ausência de critérios transparentes na seleção de fornecedores tem sido alvo de escrutínio por parte do Tribunal de Contas da União e do próprio MP.
A investigação do MPF apura desvios que podem chegar a 12 milhões de reais em contratações irregulares de artistas pela prefeitura de Afuá.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
O prefeito Jambu, que assumiu a gestão municipal em 2021, negou qualquer irregularidade e afirmou que as contratações obedeciam a critérios técnicos previstos na lei, mas o Ministério Público sustenta que não houve transparência nos processos licitatórios e que há indícios de favorecimento político na seleção dos artistas.
Especialistas em direito administrativo apontam que, se comprovada a prática, o prefeito pode responder por improbidade administrativa, com possibilidade de cassação do mandato e multa proporcional ao valor desviado.



