O presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, declarou nesta sexta-feira (6) que o banco central espera que a inflação subjacente permaneça em torno da meta de 2%. Durante um seminário promovido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), ele apontou que existem “alguns riscos de alta” no cenário atual.
Ueda explicou que o aumento dos preços de produtos relacionados à energia já começa a impactar a inflação ao consumidor, com aceleração prevista para o início do próximo ano. Ele também mencionou que os salários estão crescendo em um nível compatível com a inflação de 2%, mas ressaltou que essa meta ainda não se tornou uma norma social no Japão.
O dirigente destacou que o Banco do Japão acompanha com “muito, muito cuidado” as ações de outros bancos centrais, uma vez que essas medidas afetam os preços dos ativos, incluindo taxas de câmbio e juros. Segundo ele, as decisões externas revelam informações importantes sobre outras economias e influenciam diretamente a economia japonesa.
Quanto às ferramentas não convencionais de política monetária, Ueda observou que elas tiveram efeitos positivos quando utilizadas pelo banco central, embora não sejam substitutos perfeitos para a redução das taxas de juros a partir de território positivo. Ele indicou que o Japão pode precisar recorrer a esses instrumentos novamente, dependendo da gravidade de eventuais choques econômicos.
Ueda finalizou afirmando que o objetivo é manter a inflação ou a inflação subjacente em torno de 2% tanto quanto possível. Caso seja necessário utilizar ferramentas não convencionais novamente, ele sugeriu pensar em maneiras de minimizar efeitos negativos, incluindo possíveis impactos no funcionamento do mercado.



