A Escola Municipal Brasileirinho, fechada desde 2021 após desapropriação do imóvel por decisão municipal, permanece sem retomar as atividades pedagógicas cinco anos depois, mesmo com anúncio de reforma anunciado em janeiro de 2025 pelo ex-prefeito Daniel Santos (Podemos) e o vereador Elton Nunes (PSDB), conforme apuração do jornalista Adriano Wilkson que revelou inconsistências cronológicas entre a data do decreto de desapropriação e o relato oficial.
Contexto Jurídico e Cronológico da Desapropriação
A apuração do repórter investigativo Adriano Wilkson demonstrou que o decreto de desapropriação foi publicado em dezembro de 2021, com pagamento realizado uma semana depois à proprietária Luzelina Silva Nunes, mãe do vereador Elton Nunes, conforme documentos do Diário O ficial e do Portal da Transparência, contrariando a narrativa oficial de que a ação ocorreu em 2025, ano em que o então prefeito declarou publicamente a iniciativa como solução para as dificuldades de reforma do imóvel alugado.
O imóvel, localizado no bairro 40 Horas em Ananindeua, havia sido alugado pela prefeitura desde a década de 1990 e integrou uma rede municipal de ensino consolidada desde então; a decisão de adquiri-lo visava permitir ao município realizar obras estruturais sem as limitações impostas pela propriedade privada, embora a manutenção do prédio já se mostrasse precária nos anos subsequentes ao pagamento.
A desapropriação do imóvel, efetuada em dezembro de 2021 e paga com recursos públicos a Luzelina Silva Nunes, mãe do vereador Elton Nunes, configura conflito de interesses que persiste há cinco anos sem que a escola tenha sido reaberta ao público.
Repercussão Institucional e Desafios O peracionais
A Prefeitura de Ananindeua mantém formalmente sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Educação o acompanhamento da conclusão das obras anunciadas em janeiro de 2025, mas até o momento não houve qualquer atualização oficial sobre o cronograma ou status real da reforma, conforme constatado por solicitações dirigidas à assessoria de comunicação da gestão municipal.
A continuidade da paralisação pedagógica afeta cerca de 300 alunos e os profissionais docentes transferidos para outro estabelecimento alugado, evidenciando uma contradição entre a justificativa inicial para a aquisição do imóvel — superação das limitações de um prédio locado — e a manutenção prolongada da dependência de espaços temporários sem garantia de qualidade ou segurança.



