João Victor Rodrigues Alves de Oliveira, suspeito de estar envolvido no homicídio de um casal na Ceilândia, no dia 11 de outubro, foi solto pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), neste sábado (24/10). João tinha sido preso preventivamente e recebeu um relaxamento de prisão.
Apesar de ter sido liberado, ele ainda segue sendo investigado pela suposto planejamento do duplo homicídio de Arlandson de Sousa Alves, conhecido como Alan Tons, de 26, e a companheira dele, Larissa Rodrigues de Paula, 24. De acordo com a defesa de João Victor, a Justiça “reconheceu a ilegalidade da manutenção da sua prisão preventiva”.
“É importante destacar que não se tratou de uma simples revogação da prisão. O poder Judiciário determinou expressamente o relaxamento da custódia com fundamento nos artigo 5º, inciso 65, da Constituição Federal, combinado com outros dois artigos que é o 10 e o 46 do Código de Processo Penal. Essa decisão ocorreu após a atuação da defesa e o avanço das investigações”, declarou.
“É importante destacar que não se tratou de uma simples revogação da prisão. O poder Judiciário determinou expressamente o relaxamento da custódia com fundamento nos artigo 5º, inciso 65, da Constituição Federal, combinado com outros dois artigos que é o 10 e o 46 do Código de Processo Penal. Essa decisão ocorreu após a atuação da defesa e o avanço das investigações”, declarou.
Os artigos 10 e 46 do Código de Processo Penal tratam do tempo que o Ministério Público tem para oferecer a denúncia a partir do momento em que a prisão preventiva é decretada. Ainda segundo a defesa, novos elementos investigativos levaram o próprio delegado que conduz o caso “a solicitar a soltura com manifestação favorável do Ministério Público”.
“Quanto ao João, é fundamental esclarecer que não houve nenhum oferecimento de denúncia, nem sentença absolutória. O procedimento permanece na fase de inquérito policial e as investigações continuam. E, ao decorrer, nós vamos provar a inocência dele. A defesa seguirá acompanhando as diligências e adotando as medidas juridicamente cabíveis para buscar o encerramento da persecução penal em relação ao João Vitor”.
“Quanto ao João, é fundamental esclarecer que não houve nenhum oferecimento de denúncia, nem sentença absolutória. O procedimento permanece na fase de inquérito policial e as investigações continuam. E, ao decorrer, nós vamos provar a inocência dele. A defesa seguirá acompanhando as diligências e adotando as medidas juridicamente cabíveis para buscar o encerramento da persecução penal em relação ao João Vitor”.
Alan Tons e Larissa Rodrigues de Paula foram encontrados mortos dentro de casa neste domingo (11/10) em Ceilândia
João Victor Rodrigues também é apontado como autor do crime
Tancredo Pereira da Silva foi preso nesta quarta-feira (14/10)
Imagens de câmeras de segurança flagraram Tancredo Pereira da Silva, de 41 anos, saindo de um carro de aplicativo próximo ao local onde o cantor Arlandson de Sousa Alves, conhecido como Alan Tons, de 26 anos, e a companheira dele, Larissa Rodrigues de Paula, 24 anos, foram mortos. O homem é um dos suspeitos de matar o casal a tiros dentro de casa, em Ceilândia, na madrugada de domingo (11/10). Ele foi preso na quarta-feira (14/10).
As câmeras de segurança flagraram o veículo do motorista por aplicativo, um Chevrolet Prisma, de cor prata, parando próximo a uma esquina às 2h48. Neste momento, o suspeito abre a porta traseira do carro e desce. O motorista por aplicativo dá a ré no carro e saiu do local.
Em áudios enviados a um amigo, o motorista relatou que o passageiro falou sobre uma suposta investida de outro homem contra sua companheira e disse que pretendia se vingar. Durante a corrida, Tancredo teria mostrado uma pistola e dois carregadores.
“Ele disse que tinham dado em cima da mulher dele, aí eu perguntei se ela tinha contado, e ele disse que viu pelas câmeras e que ia matar o cara”, relatou o motorista em uma das gravações.
“Ele disse que tinham dado em cima da mulher dele, aí eu perguntei se ela tinha contado, e ele disse que viu pelas câmeras e que ia matar o cara”, relatou o motorista em uma das gravações.
Em outro momento, o trabalhador registrou o som de disparos e disse acreditar que o crime teria sido cometido. “Eu boto fé que ele matou mesmo […] Foi tiro para caralho. Acho que matou mesmo”, relatou.
Os áudios foram entregues à Polícia Civil e estão sendo analisados para ajudar a esclarecer a participação dos suspeitos. Uma câmera de segurança também registrou o som dos disparos.
De acordo com o delegado Ataliba Neto, a principal linha de investigação aponta que o crime teria sido motivado por ciúmes. Os suspeitos acreditariam que Alan estava interessado em suas respectivas companheiras.
A mulher de Tancredo foi ouvida pela polícia e negou que o cantor tivesse dado em cima dela. Ela relatou que o companheiro costumava desconfiar de que Alan a observava quando bebia.
A investigação também apura a possível participação de João Victor Rodrigues Alves de Oliveira no planejamento do duplo homicídio. Segundo a polícia, ele já havia morado no mesmo lote que o casal, junto com a companheira, e teria sido repreendido por Alan e Larissa após episódios de agressão contra a mulher.
João negou participação no crime ao se apresentar à 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia). Ele afirmou que estava em uma distribuidora de bebidas na noite do crime. No entanto, informações obtidas pela polícia indicam que ele não esteve no estabelecimento.
“A gente quer apurar de fato o que aconteceu. Se ele realmente estava lá dentro, se ele só instigou, induziu, auxiliou no planejamento, entregou a chave do imóvel para facilitar a entrada do executor do crime”, afirmou o delegado Ataliba.
“A gente quer apurar de fato o que aconteceu. Se ele realmente estava lá dentro, se ele só instigou, induziu, auxiliou no planejamento, entregou a chave do imóvel para facilitar a entrada do executor do crime”, afirmou o delegado Ataliba.
A polícia trabalha com a hipótese de que Larissa não era o alvo inicial do ataque. Segundo a investigação, ela teria sido morta como queima de arquivo por estar presente no momento em que o companheiro foi assassinado.
O duplo homicídio ocorreu por volta das 2h50 de domingo (11/10), enquanto o casal estava em casa, em Ceilândia. Um homem armado teria invadido o imóvel e atirado contra os dois.



