Governo quer aprovar projetos prioritários ainda em 2026 diante do avanço da oposição no Legislativo; PEC da Segurança e indicação ao STF estão entre as prioridades
Lula se reúne com Motta e Alcolumbre para articular votações antes da mudança no Legislativo. (Foto: Ricardo Stuckert)
O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta segunda-feira (26) com os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), no Palácio da Alvorada. O encontro ocorreu um dia após a vitória de Lula nas urnas e em meio às articulações para garantir a aprovação de pautas do governo antes da posse da nova legislatura, em fevereiro de 2027.
Parlamentares da base governista avaliam que o Executivo precisa aproveitar os últimos meses de 2026 para avançar em projetos que podem enfrentar mais resistência com o fortalecimento da oposição no Congresso. Entre as prioridades estão a PEC da Segurança Pública, a indicação de um novo ministro para o Supremo Tribunal Federal (STF) e a construção de um Orçamento para 2027 que contemple as promessas de campanha. O governo também precisa negociar medidas fiscais para acomodar as despesas previstas.
A permanência de Hugo Motta e Davi Alcolumbre no comando das duas Casas é parte dessa estratégia. Com apoio do Planalto, os presidentes podem fortalecer suas articulações para disputar a reeleição em fevereiro de 2027, quando também terão de enfrentar o avanço de partidos de direita. O PL elegeu 121 deputados federais e 19 senadores, formando as maiores bancadas nas duas Casas a partir da próxima legislatura. A federação petista elegeu 88 deputados e nove senadores.
Além das prioridades do governo, partidos do Centrão querem aproveitar a atual composição do Congresso para discutir propostas como a redução da maioridade penal, mudanças no sistema eleitoral e uma possível reforma do Judiciário. Entre as alternativas eleitorais debatidas estão o sistema distrital misto, o distritão e o retorno das coligações nas eleições proporcionais.
Em pronunciamento após a vitória, Lula afirmou que precisará dialogar com o Congresso eleito pela população. No domingo (25), Alcolumbre também defendeu a pacificação política e pediu humildade ao presidente reeleito para reconhecer a força do campo bolsonarista. “Não está bom o clima de agressividade”, declarou o presidente do Senado.



