A pesquisa Quaest, encomendada pelo O e pela TV e registrada sob o número BR-07065/2026, revelou que, em um cenário de segundo turno para as eleições presidenciais de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem empatados tecnicamente, com 42% e 41% das intenções de voto, respectivamente, apuradas em pesquisa realizada entre 30 de agosto e 1º de setembro com amostra de 2.004 eleitores.
Contexto Institucional e Evolução dos Cenários Eleitorais
A análise encomendada pelos veículos de comunicação nacionais indica clara reversão do panorama eleitoral observado no levantamento anterior, quando Lula mantinha vantagem de três pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro; hoje, a diferença reduz-se a apenas um ponto, refletindo dinâmica volátil influenciada por fatores como reajuste nas pesquisas por telefone e internet e o efeito de engajamento crescente do candidato Augusto Cury (Avante).
O estudo demonstra que as intenções de voto se configuram em cenários distintos: no primeiro turno, Lula lidera com 37%, seguido por Flávio com 30%, enquanto Cury registra 10%, representando alta de oito pontos percentuais em relação ao levantamento de 14 de agosto; já a presença do candidato Pablo Marçal, inelegível por oito anos devido ao uso indevido dos meios de comunicação na campanha de 2024, não foi efetivamente contabilizada na simulação.
Lula e Flávio Bolsonaro empatam tecnicamente com 42% e 41% nas intenções de voto para o segundo turno das eleições de 2026.
Repercussão Legal, Político e Estratégica dos Movimentos Eleitorais
As consequências jurídicas da inelegibilidade de Pablo Marçal reforçam a relevância da cláusula da lei da Ficha Limpa, ao mesmo tempo em que a proximidade técnica entre os dois principais candidatos sinaliza um eleitorado dividido e suscetível a mobilizações estratégicas de campanha, especialmente em regiões onde o simbolismo partidário pesa decisivamente.
O s posicionamentos oficiais ainda não se manifestaram formalmente sobre o empate técnico apurado pela Quaest; entretanto, a expectativa é que os partidos envolvidos intensifiquem suas ações de propaganda eleitoral para consolidar lideranças antes do período decisivo previsto para o início da propaganda em rádio e televisão no próximo ano.



