No contexto de um mercado cambial marcado pela volatilidade e expectativa eleitoral, o dólar fechou a sessão de sexta-feira com queda de 0,76%, cotado a R$ 4,9856, enquanto o Banco Central conduziu seu leilão de 50.000 contratos de swap cambial para 3 de novembro, sinalizando intervenção estratégica para conter oscilações e garantir estabilidade na cotação da moeda americana frente ao real.
Contexto Eleitoral e Regulação Monetária em Foco
Às 9h34, o dólar à vista subia 0,46%, a R$ 5,0095 na venda, em movimento que refletiu reações iniciais ao cenário político interno, onde nova pesquisa eleitoral revelou empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como principais pré-candidatos presidenciais, reforçando a tensão entre estabilidade fiscal e incerteza institucional.
O Banco Central, por sua vez, intensificou suas operações no mercado à vista com a realização do leilão regular de rolagem de swap cambial às 11h30, oferecendo 50.000 contratos para vencimento em 3 de novembro, medida que integra a política de controle da volatilidade cambial e reforça o comprometimento com a meta de estabilidade monetária.
O dólar registrou queda de 0,76% na semana, encerrando a sessão em R$ 4,9856, evidenciando sinalização clara de controle inflacionário por parte do Banco Central.
Repercussão Política e Estratégia Cambial no Horizonte Imediato
A expectativa de debate sobre a PEC que propõe fim da escala 6x1 no Senado na penúltima sessão da Casa legislativa adiciona novo elemento de tensão ao cenário econômico, já que alterações estruturais no sistema tributário podem impactar diretamente a balança fiscal e a confiança no real.
Autoridades monetárias mantiveram postura técnica e cautelosa, destacando que as operações de swap têm caráter preventivo e não indicam intervenção direta na taxa de câmbio, enquanto o mercado aguarda definições claras sobre agenda tributária e direção política pós-eleitoral.



