Neste sábado (19/9), em meio à estratégia de captação do eleitorado evangélico no segundo turno da campanha para governador de São Paulo, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), assinou carta de compromisso com a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, enquanto seu adversário, Tarcísio de Freitas (REP), consolidava presença em três eventos religiosos distintos, evidenciando o caráter simbólico e tático da disputa pela preferência do segmento.
Compromisso Institucional e Estratégia de Aliança com o Segmento Evangélico
A assinatura do documento, que estabelece 11 compromissos para as eleições de 2026, ocorreu em encontro realizado no Hotel Unique, no Jardim Paulista, sob organização da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, movimento que reúne representantes de diversas denominações e posicionamentos partidários. O petista destacou-se ao assumir publicamente a defesa do Estado Democrático de Direito, da liberdade religiosa, da laicidade estatal e do combate à intolerância religiosa e às desigualdades, além de comprometer-se a apoiar a reeleição do presidente Lula (PT) dentro da legalidade eleitoral.
O documento também proíbe expressamente o uso de templos, púlpitos, liturgias e celebrações religiosas para propaganda eleitoral ou pedidos de voto, condicionando a utilização do Selo de Apoio da entidade à fidelidade aos princípios nele estabelecidos, com possibilidade de revogação caso haja descumprimento dos compromissos.
A carta assinada por Haddad contém 11 compromissos para as eleições de 2026 e proíbe o uso de espaços religiosos para propaganda eleitoral.
Repercussão Política e Desafios na Reta Final da Campanha
Após a cerimônia, Haddad criticou a estratégia adotada por Tarcísio ao evitar debates diretos e entrevistas em programas como Roda Viva, alegando que a manobra prejudica a transparência democrática ao impedir que o eleitor compare os candidatos face a face.
Especialistas apontam que a polarização do eleitorado evangélico no estado – onde Tarcísio lidera com 59% das intenções de voto segundo Datafolha – torna a articulação com lideranças religiosas uma peça central para a vitória no segundo turno.



