O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), sinalizou sua impedição para participar do julgamento sobre a atuação do ministro André Mendonça no caso Master, marcado para 23 de setembro, após reiterar que não mantém contato com Daniel Vorcaro e negar ter havido qualquer remuneração ao seu filho, Kevin Nunes, diante de mensagens que indicam pagamentos de R$ 500 mil mensais destinados a este último.
Contexto Institucional e Procedimentos de Impedimento
A apuração jornalística revelou que diálogos obtidos no celular de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e figura central no caso Master, apontam para pagamentos mensais de R$ 500 mil direcionados a Kevin Nunes, filho do ministro Kassio Nunes Marques, conforme relatado por Luiz Rennó, então diretor jurídico do Banco Master em comunicação com Vorcaro.
Antecedentes indicam que o magistrado já havia se afastado do julgamento sobre a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes em 15 de setembro, alegando incompatibilidade com sua atuação como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), órgão cuja neutralidade partidária ele considerou essencial para a legitimidade do processo eleitoral em curso.
Mensagens obtidas no celular de Daniel Vorcaro revelaram diálogos sobre pagamentos mensais de R$ 500 mil destinados a Kevin Nunes, filho do ministro Kassio Nunes Marques.
Repercussão Jurídica e Estratégias Processuais
A decisão do ministro não suspende o julgamento, mas abre caminho para que outros magistrados analyze a conduta de Mendonça sem impedimento formal, enquanto o STF deve deliberar sobre a admissibilidade das provas e eventuais violações ao sigilo processual.
Fontes próximas ao ministro indicam que a estratégia passa por revisão técnica para garantir que nenhum tipo de comunicação futura possa ser usado como elemento prejudicial no deslinde da questão, em um cenário onde o calendário eleitoral pressiona pela definição precoce dos rumos judiciais.



