O presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca consolidar apoio no Senado Federal para a aprovação da PEC que elimina a escala de trabalho 6x1, com votação prevista para a próxima semana, embora líderes partidários sinalizem possível adiamento para outubro, após o primeiro turno das eleições.
Contexto Institucional e Estratégia Política da PEC
A proposta constitucional que visa suprimir a jornada de seis dias de trabalho semanal foi submetida à análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, com relator designado como senador O mar Aziz (PSD-AM), quien se comprometeu a apresentar seu parecer ainda nesta semana, viabilizando a tramitação acelerada do tema em plenário.
O governo federal calcula que a PEC contará com mais de 65 votos favoráveis, superando amplamente o quórum exigido de 49, contando com adesão de parlamentares de centro-direita como os senadores do União Brasil e do Republicanos, além de aliados estratégicos do PT, reforçando a projeção de aprovação célere durante o período eleitoral em curso.
A PEC que elimina a escala 6x1 necessita de 49 votos para aprovação no plenário e conta com projeção de mais de 65 votos favoráveis no Senado Federal.
Repercussão Institucional e Cenário Eleitoral
A expectativa presidencial parte da necessidade de redirecionar o foco político em direção à base eleitoral mais ampla, especialmente após o desgaste das narrativas sobre o filho do presidente, Fábio Lula da Silva, enquanto a proposta busca reforçar o apelo à classe trabalhadora como eixo central da agenda governista.
Líderes partidários sinalizam que a votação pode ser postergada para outubro, em razão do calendário eleitoral, com Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, avaliando a conveniência política de adiar o debate após o primeiro turno das eleições municipais e estaduais.



