Em setembro de 2025, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) formalizou quatro processos contra o Banco de Brasília (BRB) por atraso na apresentação do balanço referente ao exercício de 2025, agravado pela ausência de documentos obrigatórios e pela complexidade das operações financeiras vinculadas a contratos com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e ao escândalo de fraudes no Banco Master.
Contexto Institucional e Histórico da Sanção
A CVM confirmou, em comunicado oficial de 18/9, a instauração de processos administrativos contra o BRB, fundamentados em descumprimentos reiterados à entrega de informações trimestrais e anuais exigidas pelo Regulamento do Mercado de Capitais, com sanções acumuladas totalizando sete infrações registradas desde 2022, incluindo multas aplicadas em 2022,2023 e 2025.
A ausência do balanço de 2025, previsto para divulgação até março de 2026, evidencia crise institucional gerada pela interrupção dos fluxos financeiros decorrentes das operações fraudulentas no Banco Master e pela pendência na formalização do empréstimo de R$ 6,6 bilhões com o FGC, apesar do acordo firmado em maio entre o GDF, STF e União para viabilizar a estrutura financeira.
O BRB acumula sete multas da CVM por atrasos na entrega de informações obrigatórias desde 2022, evidenciando histórico recorrente de descumprimento regulatório.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
O BRB permanece em silêncio diante das investigações da CVM, com a instituição optando por não se manifestar publicamente sobre os processos abertos, mantendo um canal formal aberto para esclarecimentos.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, reafirmou em julho que o balanço só seria divulgado após a conclusão do empréstimo com o FGC, reforçando a percepção política do impasse e indicando possível uso do caso como ferramenta eleitoral.



